Quando não tiveres o mar,
Sente na terra o teu pulsar.
Corre e abre os teus braços;
Precisas de muitos abraços.
Declama alto os teus versos,
Às correntes fortes dos rios.
Que levarão para longe o frio
E te trarão conforto e estio.
Conversa com a tua natureza;
Ela é branda, linda e amena.
Quero que tenhas a certeza,
Que tudo é belo e te acena.
És parte do sol, quando reza.
Da lua, quando diz um poema.
Todo o universo se contorce,
Escangalha, gargalha e tosse,
Para te ajudar a achar a sorte.
Querem te levar para bem longe,
Onde só encontrarás as nuvens;
Muito para lá do sul e do norte.
Brancas e espessas de paixão;
Leito macio, sereno e sem morte.
mongiardimsaraiva
2/02/2014
1/31/2014
ENTRE QUATRO PAREDES
Estou entre as quatro paredes...
Não ouso esconder o meu pranto.
Quero prolongar a minha sede;
Não bebo, não falo, não canto...
Sou o mentor do meu profano;
Não vejo, não rio; sou espanto...
Acabo de possuir o teu encanto;
Sagrado, leviano, aceso; humano.
Nas paredes brancas me afoito,
Embriagado e enrolado num oito.
Sou a imaculada prisão do branco;
Leve, informal e inimiga do mal...
Entre o chão e o teto, me revejo;
Nesse cubo branco e oco; perfeito.
O alimento entre as quatro paredes,
São palavras que escapam das redes
E ampliam o bater do meu peito...
mongiardimsaraiva
Não ouso esconder o meu pranto.
Quero prolongar a minha sede;
Não bebo, não falo, não canto...
Sou o mentor do meu profano;
Não vejo, não rio; sou espanto...
Acabo de possuir o teu encanto;
Sagrado, leviano, aceso; humano.
Nas paredes brancas me afoito,
Embriagado e enrolado num oito.
Sou a imaculada prisão do branco;
Leve, informal e inimiga do mal...
Entre o chão e o teto, me revejo;
Nesse cubo branco e oco; perfeito.
O alimento entre as quatro paredes,
São palavras que escapam das redes
E ampliam o bater do meu peito...
mongiardimsaraiva
1/30/2014
A CROSTA DAS MÁGOAS
A poesia não tem rosto,
Não fala e pensa, nem ri...
Ela faz parte do vento;
Sopra e geme aqui dentro,
Desde o dia em que a vi...
Resiste, transgride e acena,
Numa doce calma serena;
Brisa de um mar que senti...
Tudo fica suspenso nela;
As árvores, a vida e a terra,
Os homens, a lua e as águas.
Uma névoa cobre a guerra
E um choro sentido de vela,
Dilui a crosta das mágoas...
mongiardimsaraiva
Não fala e pensa, nem ri...
Ela faz parte do vento;
Sopra e geme aqui dentro,
Desde o dia em que a vi...
Resiste, transgride e acena,
Numa doce calma serena;
Brisa de um mar que senti...
Tudo fica suspenso nela;
As árvores, a vida e a terra,
Os homens, a lua e as águas.
Uma névoa cobre a guerra
E um choro sentido de vela,
Dilui a crosta das mágoas...
mongiardimsaraiva
1/20/2014
A GRANDE RODA SUFI
A roda gira,
Gira sempre,
Sempre gira,
Sem parar...
O Homem sente,
A sua mente;
Transcendente,
Sem notar...
E uma semente
De todo o Amor;
Grande mentor,
Poderá germinar
E estar presente
Em todas as rodas...
Como lembrança
E dávida presente,
A todos os seres;
Que a dançam,
Infinitamente,
Harmoniosa,
No seu girar,
Sem parar...
mongiardimsaraiva
Gira sempre,
Sempre gira,
Sem parar...
O Homem sente,
A sua mente;
Transcendente,
Sem notar...
E uma semente
De todo o Amor;
Grande mentor,
Poderá germinar
E estar presente
Em todas as rodas...
Como lembrança
E dávida presente,
A todos os seres;
Que a dançam,
Infinitamente,
Harmoniosa,
No seu girar,
Sem parar...
mongiardimsaraiva
1/18/2014
THE HOST OF SERAPHIM
Prece sublime,
Doce lamento,
Contato profundo,
Denso momento...
Vozes e súplicas;
Rituais de encanto,
Magia e oração,
Pedindo conexão...
Sacrifício e entrega;
Somos o poder,
Mística da guerra...
A riqueza das vozes;
Ancestralidade pura,
Clama por um deus,
Antes do adeus...
mongiardimsaraiva
1/16/2014
ODE AO SILÊNCIO
Não suportas o mudo silêncio?
Ele te incomoda, assim tanto?
Para mim, é dádiva e espanto;
Doce presença do ar que respiro.
Sensação leve, em movimento...
O silêncio não fala alto, nem ri;
Junta-nos aos seres e a ti...
Silenciar, é ouvir a voz das coisas
E reparar que não somos só nós...
Os silêncios, ampliam a nossa voz
E nos conduzem por vales e rios;
Pomares de frutos amadurecidos...
Sem silêncio, tornamo-nos frios;
Caóticos, confusos e poluídos...
mongiardimsaraiva
Ele te incomoda, assim tanto?
Para mim, é dádiva e espanto;
Doce presença do ar que respiro.
Sensação leve, em movimento...
O silêncio não fala alto, nem ri;
Junta-nos aos seres e a ti...
Silenciar, é ouvir a voz das coisas
E reparar que não somos só nós...
Os silêncios, ampliam a nossa voz
E nos conduzem por vales e rios;
Pomares de frutos amadurecidos...
Sem silêncio, tornamo-nos frios;
Caóticos, confusos e poluídos...
mongiardimsaraiva
1/14/2014
A PASSAGEM
Pode ser breve e delicada,
Como um magro fio de cabelo...
Dolorosa, sangrenta e pesada;
Longa, como um denso novelo...
Segura e leve; quando preparada.
Persistente e amarga; alienada...
Prepará-la, exige aceitação,
Compaixão e compreensão.
Exercício da razão; sem noção...
Entrega total ao tudo e ao nada.
Quando a vida e a morte se beijam,
Existe um espaço que é do vazio;
Confluência do calor e do frio...
Lugar florido, onde a tristeza jaz;
Ponto impregnado de compaixão,
Onde não tem choro ou lamentação.
Perpétuo abrigo do Amor e da Paz...
mongiardimsaraiva
Como um magro fio de cabelo...
Dolorosa, sangrenta e pesada;
Longa, como um denso novelo...
Segura e leve; quando preparada.
Persistente e amarga; alienada...
Prepará-la, exige aceitação,
Compaixão e compreensão.
Exercício da razão; sem noção...
Entrega total ao tudo e ao nada.
Quando a vida e a morte se beijam,
Existe um espaço que é do vazio;
Confluência do calor e do frio...
Lugar florido, onde a tristeza jaz;
Ponto impregnado de compaixão,
Onde não tem choro ou lamentação.
Perpétuo abrigo do Amor e da Paz...
mongiardimsaraiva
1/12/2014
BRUMA
Avanço pela bruma;
Deixei de ver o chão...
O ar parece espuma;
O céu não tem perdão...
Já não há mais terra;
Não existe outra razão...
Sou fruto dessa guerra;
Não terei mais o pão...
Vou voar para longe;
Onde sinta o coração...
Meditar como monge;
Aceitar a escuridão...
mongiardimsaraiva
Deixei de ver o chão...
O ar parece espuma;
O céu não tem perdão...
Já não há mais terra;
Não existe outra razão...
Sou fruto dessa guerra;
Não terei mais o pão...
Vou voar para longe;
Onde sinta o coração...
Meditar como monge;
Aceitar a escuridão...
mongiardimsaraiva
1/10/2014
AS FASES DA LUA
Linda lua nova, lua nova;
És criança e és a prova.
Nascida de uma semente,
Trazes a alegria e o presente,
Cantados numa linda trova
E vividos em quarto crescente.
Bela lua cheia, lua cheia;
Encantas a mulher e a sereia.
Do poeta e do lobo, és amante.
Entras inspirada e ofegante,
Nas noites claras, sem candeia.
Hoje, vejo-te sozinha e pensante;
Prenúncio de quarto minguante.
mongiardimsaraiva
És criança e és a prova.
Nascida de uma semente,
Trazes a alegria e o presente,
Cantados numa linda trova
E vividos em quarto crescente.
Bela lua cheia, lua cheia;
Encantas a mulher e a sereia.
Do poeta e do lobo, és amante.
Entras inspirada e ofegante,
Nas noites claras, sem candeia.
Hoje, vejo-te sozinha e pensante;
Prenúncio de quarto minguante.
mongiardimsaraiva
1/05/2014
NA CRISTA DAS ONDAS
A bela musa aproximou-se esvoaçante,
Em movimentos ondulantes e marcantes...
Apoderou-se do meu ser, tímido e pacato,
Num abraço de alegria, beleza e predicado;
Como uma cigana colorida por mil cores,
Alegre, petulante e rica em seus odores...
A minha sorte estava quase a ser lançada,
Nessa dança fútil, contagiante e sagrada...
Queria poder obedecer aquele forte impulso
E para isso, deixei a minha musa dançar...
E mostrar as doces formas redondas...
Respirar e confirmar o desejo profundo,
De navegar na crista das nossas ondas...
mongiardimsaraiva
Em movimentos ondulantes e marcantes...
Apoderou-se do meu ser, tímido e pacato,
Num abraço de alegria, beleza e predicado;
Como uma cigana colorida por mil cores,
Alegre, petulante e rica em seus odores...
A minha sorte estava quase a ser lançada,
Nessa dança fútil, contagiante e sagrada...
Queria poder obedecer aquele forte impulso
E para isso, deixei a minha musa dançar...
E mostrar as doces formas redondas...
Respirar e confirmar o desejo profundo,
De navegar na crista das nossas ondas...
mongiardimsaraiva
1/03/2014
O ANZOL
Sou cada vez mais um ser
Encerrado no meu parecer...
Isso para mim é até bom,
Já que me basta ter o dom
De fazer e viver, sem temer...
Os outros, já não estranham;
Pensam que estou resolvido...
Dos males curado e protegido;
Entregue aos dias que venham...
Na verdade, sou só um aprendiz,
Iniciado nas escolhas que eu quis.
Volátil e cego na claridade do sol;
Fácil de pescar, com um anzol...
mongiardimsaraiva
Encerrado no meu parecer...
Isso para mim é até bom,
Já que me basta ter o dom
De fazer e viver, sem temer...
Os outros, já não estranham;
Pensam que estou resolvido...
Dos males curado e protegido;
Entregue aos dias que venham...
Na verdade, sou só um aprendiz,
Iniciado nas escolhas que eu quis.
Volátil e cego na claridade do sol;
Fácil de pescar, com um anzol...
mongiardimsaraiva
12/28/2013
A GRANDE MÓ
Hoje, o mundo é uma coisa só...
Não há mais lugar para ter dó.
Tudo ficou configurado e preciso.
Ideias dementes, geram sementes;
Pensamentos e intenções de aviso,
Consumadas em pó por uma mó...
O interesse económico não pondera.
Tudo passa além de uma quimera...
O planeta ainda é azul e redondo,
Mas a Natureza, chora insegura;
O dinheiro pisa-nos, com amargura
E divide-nos em dois mundos:
Consumistas plenos e alheios...
Precários, pobres e derradeiros...
mongiardimsaraiva
Não há mais lugar para ter dó.
Tudo ficou configurado e preciso.
Ideias dementes, geram sementes;
Pensamentos e intenções de aviso,
Consumadas em pó por uma mó...
O interesse económico não pondera.
Tudo passa além de uma quimera...
O planeta ainda é azul e redondo,
Mas a Natureza, chora insegura;
O dinheiro pisa-nos, com amargura
E divide-nos em dois mundos:
Consumistas plenos e alheios...
Precários, pobres e derradeiros...
mongiardimsaraiva
12/25/2013
O ENTERRO DO GERÚNDIO E A COROAÇÃO DO PRETÉRITO PERFEITO
O cortejo está "passando",
O povo está "velando",
A tristeza vai "vencendo",
O gerúndio vai "morrendo"...
Há muitas almas "chorando";
Doce pranto, "lamentando"
E no enterro, "enterrando",
A pobre carcaça, "sorrindo"...
Abram alas, abram alas!!!
Que a festa irá começar...
O príncipe do pretérito,
Escolheu bem o seu par.
E vem veloz, para mudar;
Irá ser breve e contumaz.
Declara morte à "enrolação";
Todos terão na sua mão,
A palavra forte e sagrada...
Que trará a certeza e a lei;
Passei, velei e lamentei.
Chorei, enterrei e venci.
Pretérito Perfeito para rei!!!
mongiardimsaraiva
O povo está "velando",
A tristeza vai "vencendo",
O gerúndio vai "morrendo"...
Há muitas almas "chorando";
Doce pranto, "lamentando"
E no enterro, "enterrando",
A pobre carcaça, "sorrindo"...
Abram alas, abram alas!!!
Que a festa irá começar...
O príncipe do pretérito,
Escolheu bem o seu par.
E vem veloz, para mudar;
Irá ser breve e contumaz.
Declara morte à "enrolação";
Todos terão na sua mão,
A palavra forte e sagrada...
Que trará a certeza e a lei;
Passei, velei e lamentei.
Chorei, enterrei e venci.
Pretérito Perfeito para rei!!!
mongiardimsaraiva
12/23/2013
NATAL
Por onde andas, Natal?
Vejo-te ao longe a chorar...
Mal te consigo distinguir,
Entre o vulto das pessoas
Que caminham sem sorrir...
A morte iminente da paz,
O Amor sem ser capaz
E a fé quase a explodir...
Nós queremos que vás,
Mas que possas voltar,
A ser terra e a ser mar...
Que sejas onda branca
E varras o nosso adeus...
Mostra-nos o teu Deus;
Na tua natureza franca.
Sem ti, o mundo é fatal...
Imploro-te misericórdia;
Não nos deixes, Natal...
mongiardimsaraiva
Vejo-te ao longe a chorar...
Mal te consigo distinguir,
Entre o vulto das pessoas
Que caminham sem sorrir...
A morte iminente da paz,
O Amor sem ser capaz
E a fé quase a explodir...
Nós queremos que vás,
Mas que possas voltar,
A ser terra e a ser mar...
Que sejas onda branca
E varras o nosso adeus...
Mostra-nos o teu Deus;
Na tua natureza franca.
Sem ti, o mundo é fatal...
Imploro-te misericórdia;
Não nos deixes, Natal...
mongiardimsaraiva
12/20/2013
TROPEÇO
Tropecei outra vez no pobre mendigo...
Ainda novo e velho como um farrapo.
Amachucado e preso a esse chão;
Estéril, seco, sujo e abandonado.
Sono pesado, triste e embriagado...
Parei e observei, com mais atenção;
Ao seu lado, a presença de um cão,
Deitado e atento, como um irmão...
Parecia guardá-lo, feliz e sem pudor,
Em troca de pedaços de amor e dor...
mongiardimsaraiva
Ainda novo e velho como um farrapo.
Amachucado e preso a esse chão;
Estéril, seco, sujo e abandonado.
Sono pesado, triste e embriagado...
Parei e observei, com mais atenção;
Ao seu lado, a presença de um cão,
Deitado e atento, como um irmão...
Parecia guardá-lo, feliz e sem pudor,
Em troca de pedaços de amor e dor...
mongiardimsaraiva
12/17/2013
O CASULO
Construí assim o meu casulo...
Ausente, escondido e seguro.
O triste desafeto; não engulo.
Envolvido nas espessas teias,
Namoro feliz as minhas sereias.
Sou uma larva em mutação...
Atenta e sedenta do meu voar.
Assim que puder, sairei então...
Conseguirei para o meu par,
O doce pólen de muitas flores,
Promessas, verdades e amores;
Borboletas de pura sedução...
mongiardimsaraiva
Ausente, escondido e seguro.
O triste desafeto; não engulo.
Envolvido nas espessas teias,
Namoro feliz as minhas sereias.
Sou uma larva em mutação...
Atenta e sedenta do meu voar.
Assim que puder, sairei então...
Conseguirei para o meu par,
O doce pólen de muitas flores,
Promessas, verdades e amores;
Borboletas de pura sedução...
mongiardimsaraiva
12/03/2013
EM QUEDA LIVRE
Saltei do meu avião;
Não tenho mais chão...
Desço em queda livre;
Mal consigo respirar...
Num pássaro me tornei;
Sem asas e sem lei...
Veloz como uma pedra,
Sinto-me a cair do céu.
Não existe mais terra;
Não existe mais véu...
Tudo foi bem reduzido,
A uma forte impressão;
De queda sem sentido
E liberdade, sem razão...
mongiardimsaraiva
Não tenho mais chão...
Desço em queda livre;
Mal consigo respirar...
Num pássaro me tornei;
Sem asas e sem lei...
Veloz como uma pedra,
Sinto-me a cair do céu.
Não existe mais terra;
Não existe mais véu...
Tudo foi bem reduzido,
A uma forte impressão;
De queda sem sentido
E liberdade, sem razão...
mongiardimsaraiva
11/29/2013
FOME
Ossos dobrados, pouca farinha...
Procura em algumas migalhas,
Os restos de uma festinha...
Alimento numa dura batalha,
Nessa criança que ali não mora;
Só sofrimento, fome e cansaço,
Nada tem e pouco implora...
Neste breve poema que eu faço,
Não existe o apelo do Amor.
Apenas tristeza e melancolia,
Pouca sorte e muita dor...
mongiardimsaraiva
Procura em algumas migalhas,
Os restos de uma festinha...
Alimento numa dura batalha,
Nessa criança que ali não mora;
Só sofrimento, fome e cansaço,
Nada tem e pouco implora...
Neste breve poema que eu faço,
Não existe o apelo do Amor.
Apenas tristeza e melancolia,
Pouca sorte e muita dor...
mongiardimsaraiva
11/26/2013
LÁGRIMAS SUSPENSAS
As lágrimas serão mantidas e suspensas,
Como sentinelas atentas e armadas...
Andarão em círculos e calarão a voz.
Deixar-nos-ão, pobres soldados alados,
À deriva, ao vento e na chuva das ideias...
Perpetuados numa reminiscência apagada
E mantidos por loucos sentimentos...
Numa pobre casca, fedorenta e sem vida.
Pobre vida, que sustenta essas lágrimas;
Frias, suspensas, atentas e a(r)madas...
mongiardimsaraiva
Como sentinelas atentas e armadas...
Andarão em círculos e calarão a voz.
Deixar-nos-ão, pobres soldados alados,
À deriva, ao vento e na chuva das ideias...
Perpetuados numa reminiscência apagada
E mantidos por loucos sentimentos...
Numa pobre casca, fedorenta e sem vida.
Pobre vida, que sustenta essas lágrimas;
Frias, suspensas, atentas e a(r)madas...
mongiardimsaraiva
11/19/2013
AS FÉRIAS DA LUA
Andei longe da minha poesia...
A minha mente, quase ficou fria
E entretida, sem sentir falta...
Tirei uma férias desse alguém,
A quem nunca pergunto; se vai bem.
Quis me sentir forte e não poeta...
Lutar com a verdade, pesada e concreta.
Perguntar à razão a quem pertenço;
Mundo concreto e cinzento, sem lua?...
Luas incertas, brilhantes e sem rua?...
Duma coisa eu sei; nada nos pertence
E tudo está aí, ao redor e por inteiro.
As escolhas são frágeis e fatais...
O sol e a lua, sempre chegam primeiro.
mongiardimsaraiva
A minha mente, quase ficou fria
E entretida, sem sentir falta...
Tirei uma férias desse alguém,
A quem nunca pergunto; se vai bem.
Quis me sentir forte e não poeta...
Lutar com a verdade, pesada e concreta.
Perguntar à razão a quem pertenço;
Mundo concreto e cinzento, sem lua?...
Luas incertas, brilhantes e sem rua?...
Duma coisa eu sei; nada nos pertence
E tudo está aí, ao redor e por inteiro.
As escolhas são frágeis e fatais...
O sol e a lua, sempre chegam primeiro.
mongiardimsaraiva
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