Onde há flores,
Existem muitos amores
Transformados em cores,
Que inundam a montanha
Dos destroços alienados
Pela fome e pela guerra.
Uma esperança que ondula
Pelo vale do nosso silêncio,
Que dignifica o romper da aurora
Em matizes de tons suaves.
Um campo infinito de sonhos,
Convida-nos a não esquecer
Que existe perfume e encanto,
Apesar das ruínas e do espanto.
São as agruras do sofrer
Que nos trazem vida e sorte,
Através do clamor de um campo.
Margaridas que nos abraçam
E cantam sonhos de vida e pranto.
O silêncio é um pulsar constante,
Feito do tempo e do vento
No confinar de um lamento.
Ausência que rasga o nosso instante,
Ao trazer-nos o beijo desse amante...
Mongiardim Saraiva










