O meu olhar cerrado e distante,
Num ponto sem pontos adiante,
Cansado já segue o horizonte,
Sem linhas ou pontos achados.
A névoa cobre-me de orvalhos.
Esfria o coração desagasalhado
E lança lembranças do passado.
Queria eu poder sonhar, flutuar,
Esquecer o céu a terra e o mar
E voar sem memórias de guerra.
Percorrer o espaço numa redoma
E acordar perto de uma estrela;
Sem presente, passado e futuro.
Como um pedaço de luz eterna,
Sem corpo e carente de história.
Capaz de formar as vidas assim;
Mais certeiras e inteiras de mim.
mongiardimsaraiva
4/30/2014
4/23/2014
OSTRA VIVA
Uma boca despudorada,
Entreaberta e marcada,
Como um ser carente
Que pede tudo ou nada
E não fala o que sente.
Uma ostra viva e ardente
Que se recolhe e pulsa,
Em esgares contraídos,
Insanos e provocantes.
Como uma gota de limão
Que cai na carne viva
Contorcida que ri, chora,
Muda de forma e aceita;
A ferida fatal e querida,
Num beijo de mel e fel.
mongiardimsaraiva
Entreaberta e marcada,
Como um ser carente
Que pede tudo ou nada
E não fala o que sente.
Uma ostra viva e ardente
Que se recolhe e pulsa,
Em esgares contraídos,
Insanos e provocantes.
Como uma gota de limão
Que cai na carne viva
Contorcida que ri, chora,
Muda de forma e aceita;
A ferida fatal e querida,
Num beijo de mel e fel.
mongiardimsaraiva
4/22/2014
TERRA LAVRADA
Escrevo para não me desligar,
Das coisas que estão ao redor.
Quero que a única ausência,
Seja a tristeza que sei de cor.
Os horizontes vão e voltam,
Como sentinelas descrentes
Num quartel sem memórias.
E trazem o grito da revolta,
De muitos bravos inocentes,
Decadentes e sem história.
Quando a paisagem é amena,
Sinto que o viver vale a pena
E lanço o meu olhar em volta,
Do que sou e me pertence.
Sou uma estaca enterrada,
Em terra revolta e lavrada.
mongiardimsaraiva
Das coisas que estão ao redor.
Quero que a única ausência,
Seja a tristeza que sei de cor.
Os horizontes vão e voltam,
Como sentinelas descrentes
Num quartel sem memórias.
E trazem o grito da revolta,
De muitos bravos inocentes,
Decadentes e sem história.
Quando a paisagem é amena,
Sinto que o viver vale a pena
E lanço o meu olhar em volta,
Do que sou e me pertence.
Sou uma estaca enterrada,
Em terra revolta e lavrada.
mongiardimsaraiva
4/21/2014
LEITE DERRAMADO
O leite escorria das tetas
Em riachos brancos e sós,
Como lentas ampulhetas
Sinalizando perdas e nós.
O peito branco e inchado,
Quis ser um rio e cascata.
Abriu leitos na crua mata;
Velozes tons embriagados,
Perfumados e ricos na voz.
Todos os seres vieram ver,
O alimento que queria viver
E que escorreu limpo e alvo
Pelos calores de cada ser...
mongiardimsaraiva
Em riachos brancos e sós,
Como lentas ampulhetas
Sinalizando perdas e nós.
O peito branco e inchado,
Quis ser um rio e cascata.
Abriu leitos na crua mata;
Velozes tons embriagados,
Perfumados e ricos na voz.
Todos os seres vieram ver,
O alimento que queria viver
E que escorreu limpo e alvo
Pelos calores de cada ser...
mongiardimsaraiva
4/20/2014
MAQUILLAGE
Modificar, esconder e agradar,
Com pozinhos e cores suaves.
Derreter, cortar e transformar
As máculas pesadas e graves.
Ousar conseguir um parecer,
Sem mostrar o nosso sofrer.
Mascarar o rosto com brilhos
E pintar bocas de vermelho,
Em frente a um lindo espelho.
Maquilhar a vida dos sarilhos,
Apagar as rugas de um velho
Obtendo um efeito desejado;
Sem pecado e preocupação.
Como uma nostalgia estética;
Patética, bela e sem noção...
mongiardimsaraiva
Com pozinhos e cores suaves.
Derreter, cortar e transformar
As máculas pesadas e graves.
Ousar conseguir um parecer,
Sem mostrar o nosso sofrer.
Mascarar o rosto com brilhos
E pintar bocas de vermelho,
Em frente a um lindo espelho.
Maquilhar a vida dos sarilhos,
Apagar as rugas de um velho
Obtendo um efeito desejado;
Sem pecado e preocupação.
Como uma nostalgia estética;
Patética, bela e sem noção...
mongiardimsaraiva
4/19/2014
CONTRATEMPO
Não é necessário passar o tempo...
O tempo, não existe na natureza.
É uma invenção da nossa certeza,
Capaz de aniquilar o contra-tempo.
Tudo flui e corre, sem paredes e nós;
Um longo rio que desagua na sua foz.
As impurezas, ficam retidas na areia,
Como sedimentos de uma guerra fria
Que teima em se mostrar guerreira...
Mas não passa de uma miséria feia,
Descarnada e apodrecida pela ideia.
O tempo é como uma mulher esguia
Que foge e ri sem ser a primeira...
mongiardimsaraiva
O tempo, não existe na natureza.
É uma invenção da nossa certeza,
Capaz de aniquilar o contra-tempo.
Tudo flui e corre, sem paredes e nós;
Um longo rio que desagua na sua foz.
As impurezas, ficam retidas na areia,
Como sedimentos de uma guerra fria
Que teima em se mostrar guerreira...
Mas não passa de uma miséria feia,
Descarnada e apodrecida pela ideia.
O tempo é como uma mulher esguia
Que foge e ri sem ser a primeira...
mongiardimsaraiva
4/17/2014
ROMANTISMO
O romantismo é a arte da sedução.
Mantinha-nos o olhar e o beija-mão,
Às damas e aos lugares desejados.
Para onde terão ido sem se verem,
Um do outro moribundos padecerem
Em esquecimentos vivos e mortais?
A dança dos olhares não volta mais
E deixa-nos perpetuados nesse frio,
Como moribundos de um mar sem fim.
Triste destino que nos massacra assim,
Como pedras húmidas e frias ao tocar.
E se contentam num pesar leve e vazio,
Das coisas de um passado sem passar...
mongiardimsaraiva
Mantinha-nos o olhar e o beija-mão,
Às damas e aos lugares desejados.
Para onde terão ido sem se verem,
Um do outro moribundos padecerem
Em esquecimentos vivos e mortais?
A dança dos olhares não volta mais
E deixa-nos perpetuados nesse frio,
Como moribundos de um mar sem fim.
Triste destino que nos massacra assim,
Como pedras húmidas e frias ao tocar.
E se contentam num pesar leve e vazio,
Das coisas de um passado sem passar...
mongiardimsaraiva
4/11/2014
COVA RASA
A toda a hora se espreitam...
E espiam, com quem se deitam.
Dormem um sono leve, inseguro,
Dos profanos e do amor escuro.
Como uma caçada ao pobre nada,
Que se encolhe mudo de vergonha
E sente uma tristeza tal; medonha.
De servir a gente fútil, vil e cega,
Em falsas comunhões de entrega,
Que servem apenas como jargões;
Imaculados e acesos nos perdões.
Uma triste homilia sem sacerdote,
Celebrada numa cova rasa e altiva,
Onde jazem ossos da tristeza viva.
mongiardimsaraiva
E espiam, com quem se deitam.
Dormem um sono leve, inseguro,
Dos profanos e do amor escuro.
Como uma caçada ao pobre nada,
Que se encolhe mudo de vergonha
E sente uma tristeza tal; medonha.
De servir a gente fútil, vil e cega,
Em falsas comunhões de entrega,
Que servem apenas como jargões;
Imaculados e acesos nos perdões.
Uma triste homilia sem sacerdote,
Celebrada numa cova rasa e altiva,
Onde jazem ossos da tristeza viva.
mongiardimsaraiva
4/10/2014
SEM EIRA NEM BEIRA
Há quem prefira nunca morrer
E mendigar, sem eira nem beira.
A vida é traiçoeira sem o saber,
Como uma metade semi-inteira.
Por aqui passamos e moramos,
Em casas de vidro e de tijolo,
Onde trabalhamos e juntamos
Os restos de um grande bolo.
Tudo é capaz de desmoronar;
Servir de repasto às criaturas
Que se contentam sem parar,
Com as migalhas das agruras.
mongiardimsaraiva
E mendigar, sem eira nem beira.
A vida é traiçoeira sem o saber,
Como uma metade semi-inteira.
Por aqui passamos e moramos,
Em casas de vidro e de tijolo,
Onde trabalhamos e juntamos
Os restos de um grande bolo.
Tudo é capaz de desmoronar;
Servir de repasto às criaturas
Que se contentam sem parar,
Com as migalhas das agruras.
mongiardimsaraiva
NUVEM
Gigantes sobrevoam o céu,
Enrolados em puro algodão.
Seguram um expesso véu;
Engolem, sem pedir perdão.
O leito é do pó e da chuva
Que dormitam nessa cama,
Envolvidos por densa rama
Que esquece a água turva.
Tudo se curva e aguarda,
Na sua gloriosa passagem;
Destemida e em romagem,
Ao tempo breve que tarda.
mongiardimsaraiva
Enrolados em puro algodão.
Seguram um expesso véu;
Engolem, sem pedir perdão.
O leito é do pó e da chuva
Que dormitam nessa cama,
Envolvidos por densa rama
Que esquece a água turva.
Tudo se curva e aguarda,
Na sua gloriosa passagem;
Destemida e em romagem,
Ao tempo breve que tarda.
mongiardimsaraiva
4/06/2014
O SOPRO DO VENTO
Há belas e inspiradas poesias,
Em que palavras riem e choram.
Participam de insanas orgias...
Levam-nos na casa onde moram.
Tudo num compasso de mágica,
Como um vento sem mau tempo.
Enviado para nos dar o alento,
Ao evitarmos a morte trágica...
Em que palavras riem e choram.
Participam de insanas orgias...
Levam-nos na casa onde moram.
Tudo num compasso de mágica,
Como um vento sem mau tempo.
Enviado para nos dar o alento,
Ao evitarmos a morte trágica...
mongiardimsaraiva
4/05/2014
AS TELHAS DO MEU TELHADO
Farei o que me der na telha
Nas telhas do meu telhado.
Talvez pinte de encarnado
Ou então da cor vermelha.
Nessa casa, sou um arteiro;
Na arte, sonharei primeiro...
Decorar as paredes brancas
Com quadros que vou pintar.
Sentir as doces lembranças,
Enquanto o coração deixar.
Em águas cristalinas ficar
E relembrar o lado de fora,
Antes de poder ir embora...
Ao chão ao teto e ao fogão,
Dedicarei a minha oração...
mongiardimsaraiva
Nas telhas do meu telhado.
Talvez pinte de encarnado
Ou então da cor vermelha.
Nessa casa, sou um arteiro;
Na arte, sonharei primeiro...
Decorar as paredes brancas
Com quadros que vou pintar.
Sentir as doces lembranças,
Enquanto o coração deixar.
Em águas cristalinas ficar
E relembrar o lado de fora,
Antes de poder ir embora...
Ao chão ao teto e ao fogão,
Dedicarei a minha oração...
mongiardimsaraiva
4/04/2014
O NOSSO ESPAÇO SIDERAL
Incomensuravelmente além de nós...
Disperso numa unidade que nos espanta,
O espaço que nos cerca, engole-nos a voz
E projeta o seu ser no entoar de um mantra...
Um clarão de luz eterna, para além da chama.
Tudo é sagrado e perpetuado numa cadeia...
Velhos pedaços, são agora objetos com luz;
Energia que expande, contrai e nos conduz...
Um mar de possibilidades que brilham e apagam.
Dentro de nós, existe também um espaço assim;
Com rios, lagos de marfim e cascatas de saudade.
Os cisnes, deslizam nessas águas com majestade.
A intenção de todo o mar é alimentar e renovar...
E fazer-nos conduzir o nosso amar de verdade.
mongiardimsaraiva
Disperso numa unidade que nos espanta,
O espaço que nos cerca, engole-nos a voz
E projeta o seu ser no entoar de um mantra...
Um clarão de luz eterna, para além da chama.
Tudo é sagrado e perpetuado numa cadeia...
Velhos pedaços, são agora objetos com luz;
Energia que expande, contrai e nos conduz...
Um mar de possibilidades que brilham e apagam.
Dentro de nós, existe também um espaço assim;
Com rios, lagos de marfim e cascatas de saudade.
Os cisnes, deslizam nessas águas com majestade.
A intenção de todo o mar é alimentar e renovar...
E fazer-nos conduzir o nosso amar de verdade.
mongiardimsaraiva
3/30/2014
DECOMPOSIÇÃO
Escorreu sangue na madrugada.
A terra, ficou húmida e pisada.
Os restos, ainda eram visíveis;
Descarnados, crus, horríveis.
Hórrida podridão decomposta.
A sujidade que ficou exposta,
Lembra as batalhas e guerras.
Homens que roubaram terras,
Usando cânticos de adoração.
Uma procissão arrasta os fiéis,
Que não invocam gestos cruéis.
Pobres corações, pedem perdão;
Sorriem para as feras famintas,
Que aguardam a carne alheia
Numa funda cova, vil e cheia.
Existem deuses, cansados e vãos
Que degustam a doce compaixão
E a disputam vazia; sem noção.
Decomposição fatal, cruel e feia.
mongiardimsaraiva
A terra, ficou húmida e pisada.
Os restos, ainda eram visíveis;
Descarnados, crus, horríveis.
Hórrida podridão decomposta.
A sujidade que ficou exposta,
Lembra as batalhas e guerras.
Homens que roubaram terras,
Usando cânticos de adoração.
Uma procissão arrasta os fiéis,
Que não invocam gestos cruéis.
Pobres corações, pedem perdão;
Sorriem para as feras famintas,
Que aguardam a carne alheia
Numa funda cova, vil e cheia.
Existem deuses, cansados e vãos
Que degustam a doce compaixão
E a disputam vazia; sem noção.
Decomposição fatal, cruel e feia.
mongiardimsaraiva
3/29/2014
NADAR
Abra a sua concha,
Deixe entrar o mar
E saia para nadar...
Como um cardume;
Sinta-se flutuar,
Nas ondas balançar.
Fique para sempre,
No doce costume
De esperar a maré;
Como ser do ventre,
Que lhe pertence
E transmite a fé...
mongiardimsaraiva
Deixe entrar o mar
E saia para nadar...
Como um cardume;
Sinta-se flutuar,
Nas ondas balançar.
Fique para sempre,
No doce costume
De esperar a maré;
Como ser do ventre,
Que lhe pertence
E transmite a fé...
mongiardimsaraiva
3/25/2014
RACHMANINOFF - CONCERTO Nº 2 PARA PIANO
As primeiras notas são arrepiantes...
O piano é um ser fluido e vibrante;
Profundo habitante de um mar de antes.
Orquestra louca e ofegante; vil amante...
Notas que fluem de um pássaro gigante
Ou de pequenas criaturas, sem face igual.
As carícias são do mel e do prazer fatal...
O giro nos absorve para dentro da lua,
Sentimos que nos sacode a carne nua.
A música, conduz-nos à base da cruz
E lembra-nos o Amor daquele Jesus...
mongiardimsaraiva
O piano é um ser fluido e vibrante;
Profundo habitante de um mar de antes.
Orquestra louca e ofegante; vil amante...
Notas que fluem de um pássaro gigante
Ou de pequenas criaturas, sem face igual.
As carícias são do mel e do prazer fatal...
O giro nos absorve para dentro da lua,
Sentimos que nos sacode a carne nua.
A música, conduz-nos à base da cruz
E lembra-nos o Amor daquele Jesus...
mongiardimsaraiva
3/24/2014
A RODA QUADRADA
Os comportamentos catalogados...
Obrigados a uma divisão profunda;
Engavetados, acesos e homologados,
Pertença de uma sociedade imunda.
Já nascemos preparados para seguir,
Aquilo que nos é imposto e observado.
Alegrias e tristezas, compõem a mesa.
Temos de degustá-las, sem surpresa;
Uma a uma e com um sorriso no rosto.
Sentimentos são ocultos e guardados.
O mundo não quer pessoas diferentes,
Que o afrontem e tratem como ausente.
Tudo tem de girar como a grande roda;
Perpétua e enferrujada por cada moda...
mongiardimsaraiva
Obrigados a uma divisão profunda;
Engavetados, acesos e homologados,
Pertença de uma sociedade imunda.
Já nascemos preparados para seguir,
Aquilo que nos é imposto e observado.
Alegrias e tristezas, compõem a mesa.
Temos de degustá-las, sem surpresa;
Uma a uma e com um sorriso no rosto.
Sentimentos são ocultos e guardados.
O mundo não quer pessoas diferentes,
Que o afrontem e tratem como ausente.
Tudo tem de girar como a grande roda;
Perpétua e enferrujada por cada moda...
mongiardimsaraiva
3/22/2014
NATUREZA ESTÉTICA
Mais do que a beleza em si,
Procuro agora a estética,
Daquilo que por si só, ri...
Das graças e da vida aqui,
Ao expulsar a dor patética.
Um rosto leve e natural;
Um rio que arrasta o mal,
Carregado de fragmentos.
Sentimentos são levados
E trazidos na correnteza...
O movimento é a estética;
Não existe a beleza pura.
Mas sim a pura natureza,
Alteza e ética; candura...
mongiardimsaraiva
Procuro agora a estética,
Daquilo que por si só, ri...
Das graças e da vida aqui,
Ao expulsar a dor patética.
Um rosto leve e natural;
Um rio que arrasta o mal,
Carregado de fragmentos.
Sentimentos são levados
E trazidos na correnteza...
O movimento é a estética;
Não existe a beleza pura.
Mas sim a pura natureza,
Alteza e ética; candura...
mongiardimsaraiva
3/21/2014
O DESFLORAR DO MAR
Quando o mar entra na terra,
A terra se abre, doce e franca.
Sucumbe aos encantos da espuma branca
E engole todo o seu sal, frágil e vital...
mongiardimsaraiva
A terra se abre, doce e franca.
Sucumbe aos encantos da espuma branca
E engole todo o seu sal, frágil e vital...
mongiardimsaraiva
PRIMAVERA
A Primavera chegou cansada e ofegante;
Muitas águas passadas de luz e encanto,
Correram nos rios e por montes adiante...
Agora, deixem-na cobrir com o seu manto
A esperança dos Homens, aqui e doravante.
Que as flores e o sol lhe tragam o seu canto...
mongiardimsaraiva
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