Hoje, o mundo é uma coisa só...
Não há mais lugar para ter dó.
Tudo ficou configurado e preciso.
Ideias dementes, geram sementes;
Pensamentos e intenções de aviso,
Consumadas em pó por uma mó...
O interesse económico não pondera.
Tudo passa além de uma quimera...
O planeta ainda é azul e redondo,
Mas a Natureza, chora insegura;
O dinheiro pisa-nos, com amargura
E divide-nos em dois mundos:
Consumistas plenos e alheios...
Precários, pobres e derradeiros...
mongiardimsaraiva
12/28/2013
12/25/2013
O ENTERRO DO GERÚNDIO E A COROAÇÃO DO PRETÉRITO PERFEITO
O cortejo está "passando",
O povo está "velando",
A tristeza vai "vencendo",
O gerúndio vai "morrendo"...
Há muitas almas "chorando";
Doce pranto, "lamentando"
E no enterro, "enterrando",
A pobre carcaça, "sorrindo"...
Abram alas, abram alas!!!
Que a festa irá começar...
O príncipe do pretérito,
Escolheu bem o seu par.
E vem veloz, para mudar;
Irá ser breve e contumaz.
Declara morte à "enrolação";
Todos terão na sua mão,
A palavra forte e sagrada...
Que trará a certeza e a lei;
Passei, velei e lamentei.
Chorei, enterrei e venci.
Pretérito Perfeito para rei!!!
mongiardimsaraiva
O povo está "velando",
A tristeza vai "vencendo",
O gerúndio vai "morrendo"...
Há muitas almas "chorando";
Doce pranto, "lamentando"
E no enterro, "enterrando",
A pobre carcaça, "sorrindo"...
Abram alas, abram alas!!!
Que a festa irá começar...
O príncipe do pretérito,
Escolheu bem o seu par.
E vem veloz, para mudar;
Irá ser breve e contumaz.
Declara morte à "enrolação";
Todos terão na sua mão,
A palavra forte e sagrada...
Que trará a certeza e a lei;
Passei, velei e lamentei.
Chorei, enterrei e venci.
Pretérito Perfeito para rei!!!
mongiardimsaraiva
12/23/2013
NATAL
Por onde andas, Natal?
Vejo-te ao longe a chorar...
Mal te consigo distinguir,
Entre o vulto das pessoas
Que caminham sem sorrir...
A morte iminente da paz,
O Amor sem ser capaz
E a fé quase a explodir...
Nós queremos que vás,
Mas que possas voltar,
A ser terra e a ser mar...
Que sejas onda branca
E varras o nosso adeus...
Mostra-nos o teu Deus;
Na tua natureza franca.
Sem ti, o mundo é fatal...
Imploro-te misericórdia;
Não nos deixes, Natal...
mongiardimsaraiva
Vejo-te ao longe a chorar...
Mal te consigo distinguir,
Entre o vulto das pessoas
Que caminham sem sorrir...
A morte iminente da paz,
O Amor sem ser capaz
E a fé quase a explodir...
Nós queremos que vás,
Mas que possas voltar,
A ser terra e a ser mar...
Que sejas onda branca
E varras o nosso adeus...
Mostra-nos o teu Deus;
Na tua natureza franca.
Sem ti, o mundo é fatal...
Imploro-te misericórdia;
Não nos deixes, Natal...
mongiardimsaraiva
12/20/2013
TROPEÇO
Tropecei outra vez no pobre mendigo...
Ainda novo e velho como um farrapo.
Amachucado e preso a esse chão;
Estéril, seco, sujo e abandonado.
Sono pesado, triste e embriagado...
Parei e observei, com mais atenção;
Ao seu lado, a presença de um cão,
Deitado e atento, como um irmão...
Parecia guardá-lo, feliz e sem pudor,
Em troca de pedaços de amor e dor...
mongiardimsaraiva
Ainda novo e velho como um farrapo.
Amachucado e preso a esse chão;
Estéril, seco, sujo e abandonado.
Sono pesado, triste e embriagado...
Parei e observei, com mais atenção;
Ao seu lado, a presença de um cão,
Deitado e atento, como um irmão...
Parecia guardá-lo, feliz e sem pudor,
Em troca de pedaços de amor e dor...
mongiardimsaraiva
12/17/2013
O CASULO
Construí assim o meu casulo...
Ausente, escondido e seguro.
O triste desafeto; não engulo.
Envolvido nas espessas teias,
Namoro feliz as minhas sereias.
Sou uma larva em mutação...
Atenta e sedenta do meu voar.
Assim que puder, sairei então...
Conseguirei para o meu par,
O doce pólen de muitas flores,
Promessas, verdades e amores;
Borboletas de pura sedução...
mongiardimsaraiva
Ausente, escondido e seguro.
O triste desafeto; não engulo.
Envolvido nas espessas teias,
Namoro feliz as minhas sereias.
Sou uma larva em mutação...
Atenta e sedenta do meu voar.
Assim que puder, sairei então...
Conseguirei para o meu par,
O doce pólen de muitas flores,
Promessas, verdades e amores;
Borboletas de pura sedução...
mongiardimsaraiva
12/03/2013
EM QUEDA LIVRE
Saltei do meu avião;
Não tenho mais chão...
Desço em queda livre;
Mal consigo respirar...
Num pássaro me tornei;
Sem asas e sem lei...
Veloz como uma pedra,
Sinto-me a cair do céu.
Não existe mais terra;
Não existe mais véu...
Tudo foi bem reduzido,
A uma forte impressão;
De queda sem sentido
E liberdade, sem razão...
mongiardimsaraiva
Não tenho mais chão...
Desço em queda livre;
Mal consigo respirar...
Num pássaro me tornei;
Sem asas e sem lei...
Veloz como uma pedra,
Sinto-me a cair do céu.
Não existe mais terra;
Não existe mais véu...
Tudo foi bem reduzido,
A uma forte impressão;
De queda sem sentido
E liberdade, sem razão...
mongiardimsaraiva
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