Ó falso iscariote,
Como pudeste negar-me
Duas vezes o teu auxílio,
Quando aflito te procurei?
Alguma vez me imaginaste,
Carente e além da tua lei?
Como não quiseste o que te dei,
Desapegado ao meu interesse
E às riquezas que criei?
Não passas de um eterno vazio,
Apenas seguro ao que é teu.
Ateu do amor e da amizade;
Vontade de te esquecer, eu,
Que não vivo só da saudade.
mongiardimsaraiva
7/27/2016
7/16/2016
DESCONSTRUÇÃO
aboli as maiúsculas
acabei com os pontos
apaguei as vírgulas
alarguei meus contos
deixei aos acentos
a voz das palavras
como gritos roucos
risos e lamentos
letras unificadas
verdades acesas
e desmembradas
pedaços de mim
flutuando por aí
triste e risonho
à procura de ti
na noite escura
do teu sonho
mongiardimsaraiva
acabei com os pontos
apaguei as vírgulas
alarguei meus contos
deixei aos acentos
a voz das palavras
como gritos roucos
risos e lamentos
letras unificadas
verdades acesas
e desmembradas
pedaços de mim
flutuando por aí
triste e risonho
à procura de ti
na noite escura
do teu sonho
mongiardimsaraiva
7/06/2016
FLUTUANTE
Adormecido no aconchego do mar
Um rosto flutuava em bolhas de paz
Na superfície de luz da maré baixa
Como o resíduo de um coral vazio
Arrancado das profundezas da terra
Vida mantida em poesias suspensas
Pela correnteza dos lagos com sal
Ali existiam as presenças do baixio
Inundado por seres belos e frágeis
Quando essa mulher abriu os olhos
Pôde ver a luz refletida nos espelhos
Molduras de pedra e algas verdes
O mar e a terra tinham se beijado
Levando consigo parte do seu corpo
Oferecido aos deuses dessa morada
Ali teria de permanecer para sempre
Mesmo que o oceano a possuísse
Mergulhada para sempre nessa água
Acorrentada ao seu doce encanto
Respirava as marés altas do amor
Bolhas que exalava sem pranto
mongiardimsaraiva
(poema & arte digital)
Um rosto flutuava em bolhas de paz
Na superfície de luz da maré baixa
Como o resíduo de um coral vazio
Arrancado das profundezas da terra
Vida mantida em poesias suspensas
Pela correnteza dos lagos com sal
Ali existiam as presenças do baixio
Inundado por seres belos e frágeis
Quando essa mulher abriu os olhos
Pôde ver a luz refletida nos espelhos
Molduras de pedra e algas verdes
O mar e a terra tinham se beijado
Levando consigo parte do seu corpo
Oferecido aos deuses dessa morada
Ali teria de permanecer para sempre
Mesmo que o oceano a possuísse
Mergulhada para sempre nessa água
Acorrentada ao seu doce encanto
Respirava as marés altas do amor
Bolhas que exalava sem pranto
mongiardimsaraiva
(poema & arte digital)
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