Sonhei com esse lugar bucólico
Que me levou a uma casa perdida
Reino benevolente e simbólico
No final do meu caminho de ida
Aos arbustos das árvores sombrias
Que cantam a brisa da primavera
Dos pássaros e das manhãs frias
Proclamo a minha longa espera
Extasiado me abrigo na quimera
Que me silencia as mágoas vazias
Sou agora um pedaço desse chão
Que pertenceu às flores e ao céu
Quase uma pedra na contramão
De quem não chora o triste véu
Quero ser a terra da minha terra
Um presente ausente da guerra
Que teima em ter terra na mão
mongiardimsaraiva
12/15/2016
12/08/2016
A VERDADE E O VAZIO
"O vazio é a verdade"
Que nos provoca arrepio
Para não sentirmos frio
Na tristeza e na idade
Sem a dúvida amarga
Somos libertos da carga
Dessa eterna incerteza
Entre montanhas de nobreza
Passam as águas de um rio
Que nos mostra a liberdade
E como é escassa a saudade
"A verdade é o vazio"
mongiardimsaraiva
Que nos provoca arrepio
Para não sentirmos frio
Na tristeza e na idade
Sem a dúvida amarga
Somos libertos da carga
Dessa eterna incerteza
Entre montanhas de nobreza
Passam as águas de um rio
Que nos mostra a liberdade
E como é escassa a saudade
"A verdade é o vazio"
mongiardimsaraiva
DIPIRONA
Ó dipirona!
Que ousei omitir
Em risos de escárnio,
Amargo por não refletir.
As vidas que poupaste,
Amaste e ajudaste a sorrir...
Ciente da tua imensa cura,
Humildemente peço perdão.
Sou o teu novo guardião,
Nesta vida curta e dura.
Às boas almas te enviarei,
Dipirona sedosa e branca.
Que sejas a nossa manta
E nos cubras de pó branco,
Como uma nuvem sagrada
Que alivia as nossas dores
E perpetua os teus amores.
Nesta vida de quase nada,
Sou teu criado, minha santa!
mongiardimsaraiva
Que ousei omitir
Em risos de escárnio,
Amargo por não refletir.
As vidas que poupaste,
Amaste e ajudaste a sorrir...
Ciente da tua imensa cura,
Humildemente peço perdão.
Sou o teu novo guardião,
Nesta vida curta e dura.
Às boas almas te enviarei,
Dipirona sedosa e branca.
Que sejas a nossa manta
E nos cubras de pó branco,
Como uma nuvem sagrada
Que alivia as nossas dores
E perpetua os teus amores.
Nesta vida de quase nada,
Sou teu criado, minha santa!
mongiardimsaraiva
Assinar:
Comentários (Atom)
Destaque
o pastor (poema selecionado) 2019
Um tributo ao poeta Fernando Pessoa (Alberto Caeiro / O Guardador de Rebanhos)
-
Há gente que é de pedra... Fria, grossa, pesada e rugosa. Inanimados e comuns; petrificados. Caindo pela ...
-
Gigantes sobrevoam o céu, Enrolados em puro algodão. Seguram um expesso véu; Engolem, sem pedir perdão. O leito ...

