Vejo-te à procura de uma palavra,
Letra que caíste no meu arado.
De sementes, sou feito para ti...
Respiro no meio de um tornado;
Sou pulmão que enche encantado,
Em delírios repito o que senti.
Ouço ecos nos sons sem razão.
Estou disposto a ser o teu tema,
Lema que nos liberte da dor.
Oferendas enviarei ao teu senhor,
Em cavalos brancos e com asas
Sobre as nuvens do nosso amor.
Sou arauto nessas tuas casas,
Mensageiro do deus da palavra,
Em rimas de doce encantamento.
Hoje, começa mais uma história,
Em letras e signos entrelaçados.
Tu e eu completamente abraçados,
Nessa loucura da nossa glória...
mongiardimsaraiva
4/28/2018
4/21/2018
CAOS
Continuamente...
Apáticos...
Omitimos...(a)
Salvação...
Contrariamente...
Àquilo...(que é)
Observado...
Sempre...(e)
Certeiramente...(por)
Aqueles...(que)
Ousam...
Ser.
mongiardimsaraiva
Apáticos...
Omitimos...(a)
Salvação...
Contrariamente...
Àquilo...(que é)
Observado...
Sempre...(e)
Certeiramente...(por)
Aqueles...(que)
Ousam...
Ser.
mongiardimsaraiva
4/13/2018
ANESTESIA GERAL
sinto essa gente anestesiada
complacente submissa desmotivada
cada um fechado na sua concha
no seu sarcófago dentro da jaula
alienados por notícias desvairadas
de morte corrupção e incerteza
apáticos resignados e adormecidos
seguem conformados o enterro
sorriem apenas e contam piadas
como se o presente não fosse nada
somente mais uma notícia de guerra
matar morrer e sofrer não os sacode
dá-lhes apenas essa vontade de pisar
nas cabeças que jazem por terra
a sociedade é um riacho podre
onde os corpos incham e estouram
em tiros de fuzil como foguetes
rolos compressores anestesiam a dor
numa rotina de sangue e aceitação
o que será do sono do desamor
quando passar o efeito da droga
talvez estejamos todos mortos
em campos minados de corpos
mongiardimsaraiva
complacente submissa desmotivada
cada um fechado na sua concha
no seu sarcófago dentro da jaula
alienados por notícias desvairadas
de morte corrupção e incerteza
apáticos resignados e adormecidos
seguem conformados o enterro
sorriem apenas e contam piadas
como se o presente não fosse nada
somente mais uma notícia de guerra
matar morrer e sofrer não os sacode
dá-lhes apenas essa vontade de pisar
nas cabeças que jazem por terra
a sociedade é um riacho podre
onde os corpos incham e estouram
em tiros de fuzil como foguetes
rolos compressores anestesiam a dor
numa rotina de sangue e aceitação
o que será do sono do desamor
quando passar o efeito da droga
talvez estejamos todos mortos
em campos minados de corpos
mongiardimsaraiva
4/12/2018
RESET
ah quem me dera reinicializar
como nas sequências perdidas
apagar traços sem traçar o mal
eliminar vestígios sem deixar rasto
pensar numa página em branco
imaginar doces sonatas ao luar
ouvir só os conselhos do mar
repovoar caminhos com maneiras
e hastear bandeiras sem pranto
possuir meus amores com encanto
construir um manto de ideias
morar dentro de uma pedra rolante
sem a intenção de morrer e matar
apenas cantarolar rir e escorregar
por entre vales rios e veredas
para atrair muitas outras pedras
formar montanhas de terras
e nunca mais ser só um programa
apenas vida simples e sem tramas
um grão de areia por sedimentar
mongiardimsaraiva
como nas sequências perdidas
apagar traços sem traçar o mal
eliminar vestígios sem deixar rasto
pensar numa página em branco
imaginar doces sonatas ao luar
ouvir só os conselhos do mar
repovoar caminhos com maneiras
e hastear bandeiras sem pranto
possuir meus amores com encanto
construir um manto de ideias
morar dentro de uma pedra rolante
sem a intenção de morrer e matar
apenas cantarolar rir e escorregar
por entre vales rios e veredas
para atrair muitas outras pedras
formar montanhas de terras
e nunca mais ser só um programa
apenas vida simples e sem tramas
um grão de areia por sedimentar
mongiardimsaraiva
Assinar:
Comentários (Atom)
Destaque
o pastor (poema selecionado) 2019
Um tributo ao poeta Fernando Pessoa (Alberto Caeiro / O Guardador de Rebanhos)
-
Há gente que é de pedra... Fria, grossa, pesada e rugosa. Inanimados e comuns; petrificados. Caindo pela ...
-
Gigantes sobrevoam o céu, Enrolados em puro algodão. Seguram um expesso véu; Engolem, sem pedir perdão. O leito ...



