Hoje, o mundo é uma coisa só...
Não há mais lugar para ter dó.
Tudo ficou configurado e preciso.
Ideias dementes, geram sementes;
Pensamentos e intenções de aviso,
Consumadas em pó por uma mó...
O interesse económico não pondera.
Tudo passa além de uma quimera...
O planeta ainda é azul e redondo,
Mas a Natureza, chora insegura;
O dinheiro pisa-nos, com amargura
E divide-nos em dois mundos:
Consumistas plenos e alheios...
Precários, pobres e derradeiros...
mongiardimsaraiva
12/28/2013
12/25/2013
O ENTERRO DO GERÚNDIO E A COROAÇÃO DO PRETÉRITO PERFEITO
O cortejo está "passando",
O povo está "velando",
A tristeza vai "vencendo",
O gerúndio vai "morrendo"...
Há muitas almas "chorando";
Doce pranto, "lamentando"
E no enterro, "enterrando",
A pobre carcaça, "sorrindo"...
Abram alas, abram alas!!!
Que a festa irá começar...
O príncipe do pretérito,
Escolheu bem o seu par.
E vem veloz, para mudar;
Irá ser breve e contumaz.
Declara morte à "enrolação";
Todos terão na sua mão,
A palavra forte e sagrada...
Que trará a certeza e a lei;
Passei, velei e lamentei.
Chorei, enterrei e venci.
Pretérito Perfeito para rei!!!
mongiardimsaraiva
O povo está "velando",
A tristeza vai "vencendo",
O gerúndio vai "morrendo"...
Há muitas almas "chorando";
Doce pranto, "lamentando"
E no enterro, "enterrando",
A pobre carcaça, "sorrindo"...
Abram alas, abram alas!!!
Que a festa irá começar...
O príncipe do pretérito,
Escolheu bem o seu par.
E vem veloz, para mudar;
Irá ser breve e contumaz.
Declara morte à "enrolação";
Todos terão na sua mão,
A palavra forte e sagrada...
Que trará a certeza e a lei;
Passei, velei e lamentei.
Chorei, enterrei e venci.
Pretérito Perfeito para rei!!!
mongiardimsaraiva
12/23/2013
NATAL
Por onde andas, Natal?
Vejo-te ao longe a chorar...
Mal te consigo distinguir,
Entre o vulto das pessoas
Que caminham sem sorrir...
A morte iminente da paz,
O Amor sem ser capaz
E a fé quase a explodir...
Nós queremos que vás,
Mas que possas voltar,
A ser terra e a ser mar...
Que sejas onda branca
E varras o nosso adeus...
Mostra-nos o teu Deus;
Na tua natureza franca.
Sem ti, o mundo é fatal...
Imploro-te misericórdia;
Não nos deixes, Natal...
mongiardimsaraiva
Vejo-te ao longe a chorar...
Mal te consigo distinguir,
Entre o vulto das pessoas
Que caminham sem sorrir...
A morte iminente da paz,
O Amor sem ser capaz
E a fé quase a explodir...
Nós queremos que vás,
Mas que possas voltar,
A ser terra e a ser mar...
Que sejas onda branca
E varras o nosso adeus...
Mostra-nos o teu Deus;
Na tua natureza franca.
Sem ti, o mundo é fatal...
Imploro-te misericórdia;
Não nos deixes, Natal...
mongiardimsaraiva
12/20/2013
TROPEÇO
Tropecei outra vez no pobre mendigo...
Ainda novo e velho como um farrapo.
Amachucado e preso a esse chão;
Estéril, seco, sujo e abandonado.
Sono pesado, triste e embriagado...
Parei e observei, com mais atenção;
Ao seu lado, a presença de um cão,
Deitado e atento, como um irmão...
Parecia guardá-lo, feliz e sem pudor,
Em troca de pedaços de amor e dor...
mongiardimsaraiva
Ainda novo e velho como um farrapo.
Amachucado e preso a esse chão;
Estéril, seco, sujo e abandonado.
Sono pesado, triste e embriagado...
Parei e observei, com mais atenção;
Ao seu lado, a presença de um cão,
Deitado e atento, como um irmão...
Parecia guardá-lo, feliz e sem pudor,
Em troca de pedaços de amor e dor...
mongiardimsaraiva
12/17/2013
O CASULO
Construí assim o meu casulo...
Ausente, escondido e seguro.
O triste desafeto; não engulo.
Envolvido nas espessas teias,
Namoro feliz as minhas sereias.
Sou uma larva em mutação...
Atenta e sedenta do meu voar.
Assim que puder, sairei então...
Conseguirei para o meu par,
O doce pólen de muitas flores,
Promessas, verdades e amores;
Borboletas de pura sedução...
mongiardimsaraiva
Ausente, escondido e seguro.
O triste desafeto; não engulo.
Envolvido nas espessas teias,
Namoro feliz as minhas sereias.
Sou uma larva em mutação...
Atenta e sedenta do meu voar.
Assim que puder, sairei então...
Conseguirei para o meu par,
O doce pólen de muitas flores,
Promessas, verdades e amores;
Borboletas de pura sedução...
mongiardimsaraiva
12/03/2013
EM QUEDA LIVRE
Saltei do meu avião;
Não tenho mais chão...
Desço em queda livre;
Mal consigo respirar...
Num pássaro me tornei;
Sem asas e sem lei...
Veloz como uma pedra,
Sinto-me a cair do céu.
Não existe mais terra;
Não existe mais véu...
Tudo foi bem reduzido,
A uma forte impressão;
De queda sem sentido
E liberdade, sem razão...
mongiardimsaraiva
Não tenho mais chão...
Desço em queda livre;
Mal consigo respirar...
Num pássaro me tornei;
Sem asas e sem lei...
Veloz como uma pedra,
Sinto-me a cair do céu.
Não existe mais terra;
Não existe mais véu...
Tudo foi bem reduzido,
A uma forte impressão;
De queda sem sentido
E liberdade, sem razão...
mongiardimsaraiva
11/29/2013
FOME
Ossos dobrados, pouca farinha...
Procura em algumas migalhas,
Os restos de uma festinha...
Alimento numa dura batalha,
Nessa criança que ali não mora;
Só sofrimento, fome e cansaço,
Nada tem e pouco implora...
Neste breve poema que eu faço,
Não existe o apelo do Amor.
Apenas tristeza e melancolia,
Pouca sorte e muita dor...
mongiardimsaraiva
Procura em algumas migalhas,
Os restos de uma festinha...
Alimento numa dura batalha,
Nessa criança que ali não mora;
Só sofrimento, fome e cansaço,
Nada tem e pouco implora...
Neste breve poema que eu faço,
Não existe o apelo do Amor.
Apenas tristeza e melancolia,
Pouca sorte e muita dor...
mongiardimsaraiva
11/26/2013
LÁGRIMAS SUSPENSAS
As lágrimas serão mantidas e suspensas,
Como sentinelas atentas e armadas...
Andarão em círculos e calarão a voz.
Deixar-nos-ão, pobres soldados alados,
À deriva, ao vento e na chuva das ideias...
Perpetuados numa reminiscência apagada
E mantidos por loucos sentimentos...
Numa pobre casca, fedorenta e sem vida.
Pobre vida, que sustenta essas lágrimas;
Frias, suspensas, atentas e a(r)madas...
mongiardimsaraiva
Como sentinelas atentas e armadas...
Andarão em círculos e calarão a voz.
Deixar-nos-ão, pobres soldados alados,
À deriva, ao vento e na chuva das ideias...
Perpetuados numa reminiscência apagada
E mantidos por loucos sentimentos...
Numa pobre casca, fedorenta e sem vida.
Pobre vida, que sustenta essas lágrimas;
Frias, suspensas, atentas e a(r)madas...
mongiardimsaraiva
11/19/2013
AS FÉRIAS DA LUA
Andei longe da minha poesia...
A minha mente, quase ficou fria
E entretida, sem sentir falta...
Tirei uma férias desse alguém,
A quem nunca pergunto; se vai bem.
Quis me sentir forte e não poeta...
Lutar com a verdade, pesada e concreta.
Perguntar à razão a quem pertenço;
Mundo concreto e cinzento, sem lua?...
Luas incertas, brilhantes e sem rua?...
Duma coisa eu sei; nada nos pertence
E tudo está aí, ao redor e por inteiro.
As escolhas são frágeis e fatais...
O sol e a lua, sempre chegam primeiro.
mongiardimsaraiva
A minha mente, quase ficou fria
E entretida, sem sentir falta...
Tirei uma férias desse alguém,
A quem nunca pergunto; se vai bem.
Quis me sentir forte e não poeta...
Lutar com a verdade, pesada e concreta.
Perguntar à razão a quem pertenço;
Mundo concreto e cinzento, sem lua?...
Luas incertas, brilhantes e sem rua?...
Duma coisa eu sei; nada nos pertence
E tudo está aí, ao redor e por inteiro.
As escolhas são frágeis e fatais...
O sol e a lua, sempre chegam primeiro.
mongiardimsaraiva
9/10/2013
CICLOS
Tudo o que nasce, cresce e morre cumpre o seu ciclo e a missão para a qual foi criado...
mongiardimsaraiva
9/09/2013
CONSTRUÇÃO
Na poesia, procuro sempre a minha cura...
Esqueço a vida dura; de um jeito maduro...
Uso as minhas metáforas, em letras separadas.
Excedo os meus limites, com vírgulas animadas.
Tudo caminha livre e fácil, em ondas agitadas...
Há palavras que sobem e descem, loucamente;
Por ladeiras e rampas, decentes ou empenadas.
Tudo o que é lançado, ondula como serpente.
Quando o sol e a lua sorriem ou se falam,
Ouve-se ao longe um canto que se sente...
As noites e os dias, são agora leves e breves.
Oiço os sons da floresta; puros, que me embalam.
As cruas verdades, rolam redondas por esse mar;
Como cardumes carentes e ausentes de luar...
mongiardimsaraiva
Esqueço a vida dura; de um jeito maduro...
Uso as minhas metáforas, em letras separadas.
Excedo os meus limites, com vírgulas animadas.
Tudo caminha livre e fácil, em ondas agitadas...
Há palavras que sobem e descem, loucamente;
Por ladeiras e rampas, decentes ou empenadas.
Tudo o que é lançado, ondula como serpente.
Quando o sol e a lua sorriem ou se falam,
Ouve-se ao longe um canto que se sente...
As noites e os dias, são agora leves e breves.
Oiço os sons da floresta; puros, que me embalam.
As cruas verdades, rolam redondas por esse mar;
Como cardumes carentes e ausentes de luar...
mongiardimsaraiva
8/19/2013
UM BEIJO NA REALIDADE
Sonhei que te beijava,
Doce e terna realidade...
Vivia contigo, num mundo novo;
Sem ganância e sem maldade.
Quase neguei a minha poesia;
Quase sucumbi à tua fantasia;
Quase esqueci a minha alegria.
Comecei a sofrer, sem noção...
Construí lágrimas geladas,
Pesadas e húmidas; de solidão.
Ofereci o corpo a essa espada,
Como um pobre soldado, sem razão.
Deixei a morte me possuir; animada
E abri sem querer, o meu caixão...
mongiardimsaraiva
Doce e terna realidade...
Vivia contigo, num mundo novo;
Sem ganância e sem maldade.
Quase neguei a minha poesia;
Quase sucumbi à tua fantasia;
Quase esqueci a minha alegria.
Comecei a sofrer, sem noção...
Construí lágrimas geladas,
Pesadas e húmidas; de solidão.
Ofereci o corpo a essa espada,
Como um pobre soldado, sem razão.
Deixei a morte me possuir; animada
E abri sem querer, o meu caixão...
mongiardimsaraiva
8/09/2013
O CURSO DO RIO
Rios de dinheiro, lavam o nosso cinzeiro;
Das cinzas e da paz; a doce prometida...
Na corrente, passam os troncos primeiro.
Depois, os corpos cegos e mutilados.
A melancolia das águas; objetos sem vida.
O barro e a espuma; nos corpos inchados.
Já não há nada para arrastar e dissolver...
O curso do rio é uma ladaínha arrependida.
Tudo, há muito se desagregou do saber.
Aquilo que escorre, são restos do nada...
Não consigo mais avistar aquela ponte;
O rio que nos engole, esqueceu a sua fonte...
mongiardimsaraiva
Das cinzas e da paz; a doce prometida...
Na corrente, passam os troncos primeiro.
Depois, os corpos cegos e mutilados.
A melancolia das águas; objetos sem vida.
O barro e a espuma; nos corpos inchados.
Já não há nada para arrastar e dissolver...
O curso do rio é uma ladaínha arrependida.
Tudo, há muito se desagregou do saber.
Aquilo que escorre, são restos do nada...
Não consigo mais avistar aquela ponte;
O rio que nos engole, esqueceu a sua fonte...
mongiardimsaraiva
8/08/2013
POEMA DO VAZIO
O vazio é a verdade;
A verdade é o vazio.
Passamos anos a fio, a evitá-lo.
Poderíamos talvez, considerá-lo;
Como o vazio; do tudo ou do nada...
Tudo; o que nada contém...
Ou nada; que em tudo tem...
Triste dicotomia, para nós mortais,
Que só concebemos, coisas "normais".
O medo existe; do túmulo vazio...
Na última morada; solidão e frio...
mongiardimsaraiva
A verdade é o vazio.
Passamos anos a fio, a evitá-lo.
Poderíamos talvez, considerá-lo;
Como o vazio; do tudo ou do nada...
Tudo; o que nada contém...
Ou nada; que em tudo tem...
Triste dicotomia, para nós mortais,
Que só concebemos, coisas "normais".
O medo existe; do túmulo vazio...
Na última morada; solidão e frio...
mongiardimsaraiva
8/04/2013
HOMEM AO MAR
Homem ao mar!!!
Depressa, acudam;
Não deve saber nadar...
É no que pensam;
A água está fria,
Mas eu sei esbracejar...
Ainda posso tentar;
O sangue está quente
E sacode a minha mente,
Mas eu quero continuar...
Ir para baixo, bem fundo;
Conhecer um novo mundo
E ficar sentado na areia...
Aguardar a minha sereia,
Para morrer e recomeçar...
No leito duma outra vida,
Sinto chegar a partida;
Doce aconchego do mar...
mongiardimsaraiva
Depressa, acudam;
Não deve saber nadar...
É no que pensam;
A água está fria,
Mas eu sei esbracejar...
Ainda posso tentar;
O sangue está quente
E sacode a minha mente,
Mas eu quero continuar...
Ir para baixo, bem fundo;
Conhecer um novo mundo
E ficar sentado na areia...
Aguardar a minha sereia,
Para morrer e recomeçar...
No leito duma outra vida,
Sinto chegar a partida;
Doce aconchego do mar...
mongiardimsaraiva
8/03/2013
ESCUNA SEM VELA
Se não me entendes,
Pede uma explicação;
Não te acanhes...
Te darei o que pretendes;
Nunca vou te dizer não.
Não quero que te amanhes,
Em desculpas e perdão...
Vou procurar que me sigas,
Na doce brisa das palavras
E nas tempestades bravas;
Dos amores e das brigas...
Sou uma escuna sem vela,
Que percorre o denso mar;
Sem rota, nem estrada...
Procuro uma terra amada;
Entre portos e vielas...
Quero achar o meu lar
E hastear a minha vela...
mongiardimsaraiva
Pede uma explicação;
Não te acanhes...
Te darei o que pretendes;
Nunca vou te dizer não.
Não quero que te amanhes,
Em desculpas e perdão...
Vou procurar que me sigas,
Na doce brisa das palavras
E nas tempestades bravas;
Dos amores e das brigas...
Sou uma escuna sem vela,
Que percorre o denso mar;
Sem rota, nem estrada...
Procuro uma terra amada;
Entre portos e vielas...
Quero achar o meu lar
E hastear a minha vela...
mongiardimsaraiva
OXIGÉNIO
Já fui um caçador de pássaros...
Já fui um pescador de peixes...
Hoje, pesco e caço "oxigénio".
mongiardimsaraiva
Já fui um pescador de peixes...
Hoje, pesco e caço "oxigénio".
mongiardimsaraiva
8/01/2013
O POVO SAIU À RUA
Sorrisos forçados,
Rostos "fabricados"...
Não dá mais para segurar,
Muita mentira e pesar...
O povo saiu à rua,
Meio descrente da pátria sua;
Sem saber bem o que gritar.
Possuído pela "onda do não";
Força da louca opressão,
Incutida pela mídia crua...
Muito tempo sem ter de suar,
Escondendo a cara do sofrer;
Fingindo que não sente doer
Uma paz podre e artificial;
Meretriz do bem e do mal...
Vendida por um vintém,
A troco do "tudo vai bem"...
Agora, fica um gosto amargo;
Duma grande força e embargo...
mongiardimsaraiva
Rostos "fabricados"...
Não dá mais para segurar,
Muita mentira e pesar...
O povo saiu à rua,
Meio descrente da pátria sua;
Sem saber bem o que gritar.
Possuído pela "onda do não";
Força da louca opressão,
Incutida pela mídia crua...
Muito tempo sem ter de suar,
Escondendo a cara do sofrer;
Fingindo que não sente doer
Uma paz podre e artificial;
Meretriz do bem e do mal...
Vendida por um vintém,
A troco do "tudo vai bem"...
Agora, fica um gosto amargo;
Duma grande força e embargo...
mongiardimsaraiva
7/30/2013
O MEU PAR
Não sei de nada;
Nada quero saber...
A "sede" e a "fome",
Devoram o meu ser...
Para quê chorar,
Por alguém sem nome,
Se a "sede" e a "fome",
Não têm o meu nome...
O que restará de mim,
Se a vida não me der
O que vier a seguir,
A uma miséria assim...
Serei louco ao pensar,
Que a vida é só amar;
Ficarei sozinho e leve,
Aguardando o meu par...
mongiardimsaraiva
Nada quero saber...
A "sede" e a "fome",
Devoram o meu ser...
Para quê chorar,
Por alguém sem nome,
Se a "sede" e a "fome",
Não têm o meu nome...
O que restará de mim,
Se a vida não me der
O que vier a seguir,
A uma miséria assim...
Serei louco ao pensar,
Que a vida é só amar;
Ficarei sozinho e leve,
Aguardando o meu par...
mongiardimsaraiva
7/29/2013
7/28/2013
ALTERNÂNCIAS
Algumas certas vezes...
Sou fácil e cristalino;
Como uma gota de água.
Outras certas vezes...
Sou incerto e complexo;
Como um denso labirinto.
Digo aos outros o que sinto;
Nunca quero sentir mágoa...
Discordo do certo e do nexo;
Sou ágil, ativo e repentino.
Da alternância sou peregrino,
Que sublima uma imagem alada;
Derradeira, leve e acorrentada
A uma mudança que corrói.
Sinto quando me bate e dói...
Sou quase um fruto maduro,
Que não quer mais ficar seguro
E cai no chão da minha estrada...
mongiardimsaraiva
TERRA NUA, CASTA E CEGA
Grãos,
Partículas,
Sedimentos
E tormentos dissolvidos;
Em grossos excrementos,
Que vazam por águas e chãos...
Que brotam da origem do não,
Em curtas e edículas frases.
Desalentos de raivas contidas
Entre irmãos, divididos e sem base.
Tudo escoa e tarde se arrasta,
No compasso da sede que basta;
Sem impregnar de doces carícias,
A nossa linda, bela e rica terra,
Que continua nua, casta e cega...
Que aguarda em antiga espera;
Dias de pureza, Amor e entrega,
Que possam mantê-la na quimera;
Azul, inocente e sem guerra...
mongiardimsaraiva
Partículas,
Sedimentos
E tormentos dissolvidos;
Em grossos excrementos,
Que vazam por águas e chãos...
Que brotam da origem do não,
Em curtas e edículas frases.
Desalentos de raivas contidas
Entre irmãos, divididos e sem base.
Tudo escoa e tarde se arrasta,
No compasso da sede que basta;
Sem impregnar de doces carícias,
A nossa linda, bela e rica terra,
Que continua nua, casta e cega...
Que aguarda em antiga espera;
Dias de pureza, Amor e entrega,
Que possam mantê-la na quimera;
Azul, inocente e sem guerra...
mongiardimsaraiva
7/26/2013
7/24/2013
PENSAMENTO ESTÉTICO
Existe na estética (arte), uma condição de verdade e acerto, muito além de qualquer tentativa humana e filosófica de discussão...
mongiardimsaraiva
mongiardimsaraiva
O PARÂMETRO
Não menosprezes nunca a dor; ela é o parâmetro necessário para que conheças o prazer sublime...
mongiardimsaraiva
mongiardimsaraiva
7/23/2013
7/22/2013
FLOR DO CERRADO
Sonhei que o Amor não existia;
Tudo não passava de fantasia.
A noite e o dia eram um só;
Ninguém queria mais sentir dó.
O mundo estava jogado às "traças";
Não existiam mais povos e raças.
A alegria e a fé eram dois caprichos;
Não havia mais a floresta dos bichos.
Os homens não suportavam mais nada;
Tudo era decidido a golpes de espada.
Mas eu achei que estava acordado;
Porque vi uma flor nesse "cerrado"...
mongiardimsaraiva
Tudo não passava de fantasia.
A noite e o dia eram um só;
Ninguém queria mais sentir dó.
O mundo estava jogado às "traças";
Não existiam mais povos e raças.
A alegria e a fé eram dois caprichos;
Não havia mais a floresta dos bichos.
Os homens não suportavam mais nada;
Tudo era decidido a golpes de espada.
Mas eu achei que estava acordado;
Porque vi uma flor nesse "cerrado"...
mongiardimsaraiva
ILHA SAGRADA
Moro numa ilha de fantasia,
Cercada pelo mar azul revolto.
Sou escravo da minha utopia;
Prometi um dia que eu volto.
Ouço a paz que está em volta,
Em doces lamentos duma brisa;
Nas aves e na espuma da onda.
Fico feliz quando ela me avisa;
De longe agradeço, sem demora.
Sou um náufrago do aqui e agora;
Sonho habitar, uma terra redonda...
mongiardimsaraiva
Cercada pelo mar azul revolto.
Sou escravo da minha utopia;
Prometi um dia que eu volto.
Ouço a paz que está em volta,
Em doces lamentos duma brisa;
Nas aves e na espuma da onda.
Fico feliz quando ela me avisa;
De longe agradeço, sem demora.
Sou um náufrago do aqui e agora;
Sonho habitar, uma terra redonda...
mongiardimsaraiva
7/21/2013
ENTRELINHAS
Procuro nas entrelinhas...
Entre as linhas, existe um espaço;
Um espaço branco, que se dissipa aos poucos...
Quero a verdade, que nos faz de loucos;
Que nos deixa inteiros, verdadeiros; num abraço.
Onde estão os anjos, o sol e as estrelas?
Porque não consigo ainda vê-las?
O meu céu é uma doce e ténue miragem;
Quero viajar atento, veloz; em romagem...
Aos deuses que habitam entre essas linhas;
Que mandam eleger tão belas "rainhas"
E as fecham em estranhas muralhas...
Quero sacudir essas mortalhas;
Vê-las libertas de letras erradas,
Que um dia se tornarão palavras...
Suspensas por vazias entrelinhas;
Sozinhas e distantes, como o nada...
mongiardimsaraiva
Entre as linhas, existe um espaço;Um espaço branco, que se dissipa aos poucos...
Quero a verdade, que nos faz de loucos;
Que nos deixa inteiros, verdadeiros; num abraço.
Onde estão os anjos, o sol e as estrelas?
Porque não consigo ainda vê-las?
O meu céu é uma doce e ténue miragem;
Quero viajar atento, veloz; em romagem...
Aos deuses que habitam entre essas linhas;
Que mandam eleger tão belas "rainhas"
E as fecham em estranhas muralhas...
Quero sacudir essas mortalhas;
Vê-las libertas de letras erradas,
Que um dia se tornarão palavras...
Suspensas por vazias entrelinhas;
Sozinhas e distantes, como o nada...
mongiardimsaraiva
7/20/2013
PENSAMENTO
Nunca penses o que deves pensar; deixa o pensamento pensar que pensa alguma coisa...
mongiardimsaraiva
mongiardimsaraiva
7/19/2013
UMA CHANCE
Comigo...
Uma só chance.
Não se canse
Ou se distraia...
Evite a minha vaia;
Não tolero a mentira.
Ela é a vil "rapariga",
Amiga da pobre intriga...
Quando vier em falso,
Estarei pronto e descalço...
Desviarei o meu olhar,
De tudo o que não for amar...
mongiardimsaraiva
PALAVRA DE HONRA
Quem não honra a sua palavra,
A minha dura sentença lavra.
Não sois digno do meu apreço.
Tenho a noção do que mereço;
Sou lua e sol, no meu lugar.
Pertenço à terra do meu mar
E não tenho tempo a perder.
Quero afugentar o meu sofrer;
De verdades e saudades padecer.
mongiardimsaraiva
A minha dura sentença lavra.
Não sois digno do meu apreço.
Tenho a noção do que mereço;
Sou lua e sol, no meu lugar.
Pertenço à terra do meu mar
E não tenho tempo a perder.
Quero afugentar o meu sofrer;
De verdades e saudades padecer.
mongiardimsaraiva
7/18/2013
JANELA ABERTA
A poesia é feita para mim.
Depois, dedico-a a você...
Quem não gosta, não lê;
De um jeito simples, assim...
É uma janela que abro agora,
Com vista saudosa para outrora.
Quero flertar com as palavras;
Sinceras, úteis e escravas...
Uso esta imagem de lembrança,
Para poder abraçar a esperança;
De ser um dia recordado,
Como alguém que foi amado...
mongiardimsaraiva
Depois, dedico-a a você...
Quem não gosta, não lê;
De um jeito simples, assim...
É uma janela que abro agora,
Com vista saudosa para outrora.
Quero flertar com as palavras;
Sinceras, úteis e escravas...
Uso esta imagem de lembrança,
Para poder abraçar a esperança;
De ser um dia recordado,
Como alguém que foi amado...
mongiardimsaraiva
7/14/2013
O MILAGRE
O sol dormiu,
A lua acordou,
O calor fugiu,
O Amor chegou,
O cansaço sumiu,
A inspiração sorriu,
A decadência desabou;
O milagre se manifestou.
O sol e a lua se contentaram;
Pedaços de mim se descolaram.
E agarrado àquilo que sou,
Aqui estou; o sol e a lua, eu sou...
mongiardimsaraiva
A lua acordou,
O calor fugiu,
O Amor chegou,
O cansaço sumiu,
A inspiração sorriu,
A decadência desabou;
O milagre se manifestou.
O sol e a lua se contentaram;
Pedaços de mim se descolaram.
E agarrado àquilo que sou,
Aqui estou; o sol e a lua, eu sou...
mongiardimsaraiva
UMA OUTRA FALA
Olhar...
Saborear...
Observar...
Sem falar.
As palavras não existem;
São artefactos construídos...
Manifestações cruas e imperfeitas;
Presas a conceitos e preconceitos.
Deus é íntimo e sugerido em cada "nós".
Quem nos ouve e acode, conhece a nossa voz.
A alegria é sincera, tímida e passageira.
A margem do nosso cais é certeira.
Nada escapa ao silêncio do rio,
Quando nos transporta no seu cio...
E nos mostra uma outra fala;
Pede-nos uma certeza que cala,
No doce murmúrio real das pedras...
Águas que lavam histórias e quimeras;
Ágeis, claras e voláteis; sem espera...
mongiardimsaraiva
Saborear...
Observar...
Sem falar.
As palavras não existem;
São artefactos construídos...
Manifestações cruas e imperfeitas;
Presas a conceitos e preconceitos.
Deus é íntimo e sugerido em cada "nós".
Quem nos ouve e acode, conhece a nossa voz.
A alegria é sincera, tímida e passageira.
A margem do nosso cais é certeira.
Nada escapa ao silêncio do rio,
Quando nos transporta no seu cio...
E nos mostra uma outra fala;
Pede-nos uma certeza que cala,
No doce murmúrio real das pedras...
Águas que lavam histórias e quimeras;
Ágeis, claras e voláteis; sem espera...
mongiardimsaraiva
7/11/2013
A MINHA PARTE
Estão por toda a parte;
Falam de dinheiro,
Querem mais dinheiro,
Matam por dinheiro.
Que triste dinheiro; que parte.
Quero voar para Marte,
Onde não exista dinheiro;
Dinheiro que suja a arte.
Não abdico de amar-te;
Na parte a que tenho direito.
Sou fiel ao meu escudeiro;
Não vendo a minha parte...
mongiardimsaraiva
Falam de dinheiro,
Querem mais dinheiro,
Matam por dinheiro.
Que triste dinheiro; que parte.
Quero voar para Marte,
Onde não exista dinheiro;
Dinheiro que suja a arte.
Não abdico de amar-te;
Na parte a que tenho direito.
Sou fiel ao meu escudeiro;
Não vendo a minha parte...
mongiardimsaraiva
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