4/23/2014

OSTRA VIVA

Uma boca despudorada,                                                      
Entreaberta e marcada,
Como um ser carente
Que pede tudo ou nada
E não fala o que sente.
Uma ostra viva e ardente
Que se recolhe e pulsa,
Em esgares contraídos,
Insanos e provocantes.
Como uma gota de limão
Que cai na carne viva
Contorcida que ri, chora,
Muda de forma e aceita;
A ferida fatal e querida,
Num beijo de mel e fel.

mongiardimsaraiva

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