5/31/2014

TRANSE

O sangue percorre as entranhas,                        
Molhadas e banhadas pelo transe.
A carne, agita-se quente e fraca,
Em estímulos vagos e imperfeitos.
Tudo é um vazio, oco e rarefeito,
Como uma vil matança, sem faca.
Alegorias de uma morte profana,
No centro de uma robusta cama
Que segura dois corpos pesados.
Sons repetidos, agudos e cavos
Ecoam das tristes paredes nuas.
Escorrem suores transfigurados,
Que exortam o cheiro das ruas...

mongiardimsaraiva

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