Negra borboleta preta e clara
No preto e no branco casada
Com asas e olhos de veludo
Cara feita de ti e do meu nada
Voa serena no meu rosto mudo
Suga-me as entranhas mais doces
Digere-as sem choro e sem dor
Percalços vividos do nosso amor
Saboreia-me e não digas nada
Sou pranto por não seres acabada
E tremor ao conduzir o meu fervor
mongiardimsaraiva
3/31/2015
3/27/2015
ATRAVÉS DA VIDRAÇA
Observei-te nítida pela vidraça
Alta segura imóvel e com graça
Olhos sós e preparados para o vazio
Afagaram sonhos breves e desafios
Muitas incertezas entraram no cio
Fui um passageiro louco e com frio
Que percorreu ileso essa madrugada
Senti na minha carne a longa espera
Afagada por angústias e pela quimera
Como uma esperança abençoada e sã
Nunca pensei nela como a tristeza vã
Mas como abraço certo e consagrado
Naquela só vidraça do nosso quadro
mongiardimsaraiva
Alta segura imóvel e com graça
Olhos sós e preparados para o vazio
Afagaram sonhos breves e desafios
Muitas incertezas entraram no cio
Fui um passageiro louco e com frio
Que percorreu ileso essa madrugada
Senti na minha carne a longa espera
Afagada por angústias e pela quimera
Como uma esperança abençoada e sã
Nunca pensei nela como a tristeza vã
Mas como abraço certo e consagrado
Naquela só vidraça do nosso quadro
mongiardimsaraiva
3/21/2015
DIA DA POESIA
O dia da poesia é todos os dias
Manhãs tão vazias sem maresia
Que deixam os meus dias ilhados
Sinto-me vaguear pela simpatia
Quando a minha chama não é fria
E os meus orvalhos são confinados
Dedico-te o meu louco sentimento
Atento nas coisas que não são nada
Constante isolada por esse fermento
Que cresce de noite e na madrugada
mongiardimsaraiva
Manhãs tão vazias sem maresia
Que deixam os meus dias ilhados
Sinto-me vaguear pela simpatia
Quando a minha chama não é fria
E os meus orvalhos são confinados
Dedico-te o meu louco sentimento
Atento nas coisas que não são nada
Constante isolada por esse fermento
Que cresce de noite e na madrugada
mongiardimsaraiva
MÃE
Parabéns mãe
Como ninguém
Serás sempre além
Da graça e do dom
Em que me deste raça
No teu sangue corro só
Por veias cheias e dilatadas
Sou um barco sem o teu porto
Que balança sozinho e torto
Em águas por ti consternadas
21/03/2015 - mongiardimsaraiva
Como ninguém
Serás sempre além
Da graça e do dom
Em que me deste raça
No teu sangue corro só
Por veias cheias e dilatadas
Sou um barco sem o teu porto
Que balança sozinho e torto
Em águas por ti consternadas
21/03/2015 - mongiardimsaraiva
3/02/2015
UM AMOR COMO O NOSSO
Um amor como o nosso
Quero dar-te sem medo
Encerro nesse segredo
Muitas entregas a mim
Quero que fiques assim
Mar sem medo nem fim
No fundo dos teus olhos
Avisto a calma da areia
Que reflete ri e permeia
No brilho do orvalho só
Madrugadas sem enredo
Que tardam em ser cedo
Nascer claras e ser pó
mongiardimsaraiva
Quero dar-te sem medo
Encerro nesse segredo
Muitas entregas a mim
Quero que fiques assim
Mar sem medo nem fim
No fundo dos teus olhos
Avisto a calma da areia
Que reflete ri e permeia
No brilho do orvalho só
Madrugadas sem enredo
Que tardam em ser cedo
Nascer claras e ser pó
mongiardimsaraiva
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