3/27/2015

ATRAVÉS DA VIDRAÇA

Observei-te nítida pela vidraça                                                          
Alta segura imóvel e com graça
Olhos sós e preparados para o vazio
Afagaram sonhos breves e desafios
Muitas incertezas entraram no cio
Fui um passageiro louco e com frio
Que percorreu ileso essa madrugada
Senti na minha carne a longa espera
Afagada por angústias e pela quimera
Como uma esperança abençoada e sã
Nunca pensei nela como a tristeza vã
Mas como abraço certo e consagrado
Naquela só vidraça do nosso quadro

mongiardimsaraiva


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