12/15/2015

MEU SOL POENTE

Saí por uma rua sem nome                              
Fome do passado que não vi
No peito essa certeza enorme
De me olhar sem a vida que ri
Quis passar pela dura provação
Do ser sozinho e acompanhado
No dom e na imagem da razão
Ter-me a mim como um cajado
Desapegado inteiro conformado
Liberto das asas em que morri
Hoje sinto o que foi renovado
Ao passado dedico o presente
Que escorre limpo pelas veias
Sereias de um mar consciente
Que me trazem para as ideias
O sol nas ondas desse poente

mongiardimsaraiva

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Destaque

o pastor (poema selecionado) 2019

Um tributo ao poeta Fernando Pessoa (Alberto Caeiro / O Guardador de Rebanhos)