O pássaro desceu ao rio
O peixe subiu à margem
Entreolhavam-se curiosos
Naquela quase miragem
Permaneciam cuidadosos
Asas adormecidas e seguras
Barbatanas retraídas e duras
Lapso no vazio da viagem
Aos reinos sagrados e sãos
Agora eram quase amigos
Sem se tocarem nas mãos
Voltariam lá muitas vezes
À fronteira desses mundos
Apenas para se olharem
O pássaro não sabia nadar
Um peixe sem poder voar
Céu e água num só olhar
mongiardimsaraiva

Gosto do seu fazer poético.
ResponderExcluirObrigado, Helena!
ResponderExcluirMuito obrigada.
ResponderExcluir😊❤
Excluir