2/11/2021

Um brilho rarefeito



 O Natal diluiu-se numa simples taça, 

Onde todos os vestígios encontraram vida,

Decantada por um fogo de imagens raras. 

As velas derreteram e mostraram as cores;

Formas sugeridas pelo encanto e apreensão. 

Todos flutuámos naquele mar doce de vidro, 

Claro e transparente, como estátuas reféns 

Num acender e apagar sem sentido... 

Como se estivéssemos dependentes 

De um breve desfecho, arbitrário, surreal e imperfeito.

As flores teimaram em não desaparecer, 

Enquanto os reflexos das esferas do Natal 

Imanavam um brilho estelar, fugaz e rarefeito...


Mongiardim Saraiva

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