2/09/2014

USINA POÉTICA

Escrevo e me atrevo,                                      
A mostrar-te o que devo.
Sou um mentor sem torpor.
Atinjo o calor do meu ser,
Às vezes, para me entreter.
Mas sempre ligado à verdade.
Não quero parecer um covarde.
Sou um confessor do meu amor,
Mesmo que te provoque a dor.
Às palavras, destino um desfecho.
Quero que fiquem exaustas, soltas
E se entrelacem, em orgias gozadas.
Disfrutem no aconchego do poema
E permaneçam vazias e estilizadas,
Num fino lapso atemporal de fonema.
Pareçam belas, sem tu teres pena;
Apelo urgente, reservado e informal.
Ensejo premente; prazer sem igual.

mongiardimsaraiva

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