4/30/2014

UM OLHAR DISTANTE

O meu olhar cerrado e distante,                  
Num ponto sem pontos adiante,
Cansado já segue o horizonte,
Sem linhas ou pontos achados.
A névoa cobre-me de orvalhos.
Esfria o coração desagasalhado
E lança lembranças do passado.
Queria eu poder sonhar, flutuar,
Esquecer o céu a terra e o mar
E voar sem memórias de guerra.
Percorrer o espaço numa redoma
E acordar perto de uma estrela;
Sem presente, passado e futuro.
Como um pedaço de luz eterna,
Sem corpo e carente de história.
Capaz de formar as vidas assim;
Mais certeiras e inteiras de mim.

mongiardimsaraiva


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