7/07/2014

CÉUS E CURAS

Os dias são todos iguais;                                    
Pardais que só esvoaçam
Em bandos sós e desiguais.
Céu que teima em ser azul,
De norte a sul; sem nuvem.
Noites escuras que rugem
E encerram a madrugada.
Não vejo luzes; só cruzes,
Nessa terra sem mutação.
A oração não toca o céu;
Arrasta-se sem compasso.
À deriva e passo a passo.
Quando chegar a chuva,
O céu poderá escurecer
E abrigar a noite madura.
Os dias trarão essa cura
E mais um sopro do viver.

mongiardimsaraiva




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Destaque

o pastor (poema selecionado) 2019

Um tributo ao poeta Fernando Pessoa (Alberto Caeiro / O Guardador de Rebanhos)