7/17/2014

NO LIMIAR

Estou no limiar da espera,                                      
Que me espera sem pesar.
Ainda respiro o ar devagar
E sinto a madrugada fria.
Uma língua de terra vazia,
Sem árvores e sem flores,
Limita a minha empatia;
Íngua dos meus amores,
Sozinha e sem as dores.
O tempo cerca-me agora,
Sem máscaras e anseios.
Quer mandar-me embora,
Pela bruma e sem rodeios.
Mudo, resisto às esperas
Sem ponderar os receios.
Apesar do pouco que veja,
Quero sentir nessa quimera,
Uma só fantasia que seja...

mongiardimsaraiva


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