3/03/2013

AS CINZAS

Cinzas, são restos de pó, quase desagregados e aptos a prosseguir o curso natural de tudo o que nasce, vive, cresce e morre um dia...sem apelação. Nada é perdurável, ao ponto de se perpetuar na imensidão do tempo e do espaço, a menos que o entendamos como uma extensão clara e límpida de outras formas, seres ou probabilidades, que precisam nascer e encantar. Nessa perspetiva, as nossas cinzas ganham um brilho todo especial, capaz de alimentar uma cadeia evolutiva
interessante...Não aparecem mais como  coisa pálida, mortífera e sem graça. Não deveriam mais ser chamadas de "cinzas" ou "cinzentas", mas sim de poeiras vivas, ricas e douradas... Tudo tem o seu momento próprio e a Natureza cumpre os seus ciclos, de uma forma plena e exuberante...

mongiardimsaraiva



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Destaque

o pastor (poema selecionado) 2019

Um tributo ao poeta Fernando Pessoa (Alberto Caeiro / O Guardador de Rebanhos)