Ao fim da tarde, nuvens de enormes morcegos cobriam o céu de Cabinda (norte de Angola), que ficava coberto por uma manta escura e densa. Ouvíamos o chiar contínuo desses grandes ratos alados, som que emitia um sibilar agudo e de baixa frequência; um ruído insólito e transcendente... Eram aos milhares e compareciam a um ritual diário e rigorosamente pontual. Dirigiam-se para as belas e majestosas mangueiras, árvores robustas e frondosas, nas quais iriam pernoitar de cabeça para baixo, lembrando enormes mangas maduras e agrupadas. Permaneciam sempre e por longo tempo, agitados e nervosos, como quem aguarda impacientemente por um majestoso e delicioso banquete...
mongiardimsaraiva

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