Quando a Morte veste,
O seu "traje nupcial"
E se aproxima...
Noiva bela, esfuziante e festiva,
Em seu longo vestido de cauda,
Bordado a ouro e cetim...
Ela procura, sorrateira,
A mão do seu noivo,
Pálido e enfraquecido...
Que ergue a cabeça e sorri,
Numa expressão vazia
De desejo e entrega...
Dão as mãos e se entrelaçam,
Em gesto consentido e profundo.
Os olhares se cruzam;
As bocas tocam-se
E beijam-se...
De repente, tudo fica escuro...
Muito escuro e distante...
Os noivos desaparecem...
O silêncio e o vazio
Parecem tomar conta...
E então, devagar,
Muito devagar e ao longe...
Cadenciando o som,
Duma fraca melodia,
Algo ganha espaço e contagia...
São os sinos...
Os sinos da velha torre de igreja,
Que repicam e anunciam
A todos os parentes e amigos,
O começo dessa agonia...
mongiardimsaraiva

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