7/17/2022

Campo de margaridas

Onde há flores,

Existem muitos amores

Transformados em cores,

Que inundam a montanha

Dos destroços alienados

Pela fome e pela guerra. 

Uma esperança que ondula

Pelo vale do nosso silêncio, 

Que dignifica o romper da aurora 

Em matizes de tons suaves. 

Um campo infinito de sonhos, 

Convida-nos a não esquecer

Que existe perfume e encanto,

Apesar das ruínas e do espanto.

São as agruras do sofrer

Que nos trazem vida e sorte,

Através do clamor de um campo.

Margaridas que nos abraçam 

E cantam sonhos de vida e pranto.

O silêncio é um pulsar constante, 

Feito do tempo e do vento

No confinar de um lamento.

Ausência que rasga o nosso instante,

Ao trazer-nos o beijo desse amante...


Mongiardim Saraiva

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