O teu talento é o teu sustento...
Envolve o teu ser de sentimento
E transforma-te em energia cintilante,
Constante e eternizada pelo teu saber...
Que não te deixa morrer e te trás o viver,
Que se renova em cada detalhe dominante.
Mantem-te atento, positivo; entusiasmado,
Como um pássaro que observa a montanha
Em busca do alimento e que te acompanha,
Por vales, encostas e cumes esvoaçantes.
Quando sobrevoas a paisagem do sagrado,
Ouve-se o teu canto apaixonado; delirante.
As tuas asas sustentam-te, pleno e parado,
Como um grande albatroz divino; alucinante.
Deslizando entre correntes, brisas e rajadas
De vento e de lamento, pelas coisas paradas.
mongiardimsaraiva
6/15/2014
6/01/2014
FOLHA SECA
Sonhei que era uma folha seca...
E balançava na brisa, sem lamento.
Uma nau sem destino e sem vento;
Rangendo, oscilando e sem vida...
Apenas à espera de um sustento,
Que mantivesse a calma à deriva...
Tentei acordar, mas não consegui.
A folha, tinha voado para longe
E me arrastou, embevecida...
Tão longe, que no longe morri
E me tornei, uma folha sem vida.
mongiardimsaraiva
E balançava na brisa, sem lamento.
Uma nau sem destino e sem vento;
Rangendo, oscilando e sem vida...
Apenas à espera de um sustento,
Que mantivesse a calma à deriva...
Tentei acordar, mas não consegui.
A folha, tinha voado para longe
E me arrastou, embevecida...
Tão longe, que no longe morri
E me tornei, uma folha sem vida.
mongiardimsaraiva
5/31/2014
TRANSE
O sangue percorre as entranhas,
Molhadas e banhadas pelo transe.
A carne, agita-se quente e fraca,
Em estímulos vagos e imperfeitos.
Tudo é um vazio, oco e rarefeito,
Como uma vil matança, sem faca.
Alegorias de uma morte profana,
No centro de uma robusta cama
Que segura dois corpos pesados.
Sons repetidos, agudos e cavos
Ecoam das tristes paredes nuas.
Escorrem suores transfigurados,
Que exortam o cheiro das ruas...
mongiardimsaraiva
Molhadas e banhadas pelo transe.
A carne, agita-se quente e fraca,
Em estímulos vagos e imperfeitos.
Tudo é um vazio, oco e rarefeito,
Como uma vil matança, sem faca.
Alegorias de uma morte profana,
No centro de uma robusta cama
Que segura dois corpos pesados.
Sons repetidos, agudos e cavos
Ecoam das tristes paredes nuas.
Escorrem suores transfigurados,
Que exortam o cheiro das ruas...
mongiardimsaraiva
5/27/2014
ENVELHECER
No envelhecer, nasce um novo ser,
Mais pleno, ciente e aprofundado.
Tudo o que dizem do envelhecer,
Não passa de um discurso furado.
Enquanto jovens, bravos guerreiros
Ou marinheiros crus desgovernados,
Um mar de rosas se ergue em volta
E as criaturas velejam pelo infinito.
Quando a música desce o seu tom
E a claridade escurece e se apaga,
Os seres têm de cortar as amarras.
A luz, é agora o brilho das estrelas
Que os velhos observam sem ver...
Como pontos luminosos sem forma,
Numa cobertura restrita e sem céu.
Onde é permitido transcender o véu
Das coisas que flutuam, sem norma.
Tudo parece estar longe do saber;
Envelhecer, é nascer para morrer...
mongiardimsaraiva
Mais pleno, ciente e aprofundado.
Tudo o que dizem do envelhecer,
Não passa de um discurso furado.
Enquanto jovens, bravos guerreiros
Ou marinheiros crus desgovernados,
Um mar de rosas se ergue em volta
E as criaturas velejam pelo infinito.
Quando a música desce o seu tom
E a claridade escurece e se apaga,
Os seres têm de cortar as amarras.
A luz, é agora o brilho das estrelas
Que os velhos observam sem ver...
Como pontos luminosos sem forma,
Numa cobertura restrita e sem céu.
Onde é permitido transcender o véu
Das coisas que flutuam, sem norma.
Tudo parece estar longe do saber;
Envelhecer, é nascer para morrer...
mongiardimsaraiva
5/23/2014
O CAMINHO DO PARAÍSO
Agilizai-vos seres incautos...
Não tomais o mundo para vós.
Deixai a quimera ser o arauto,
Ao anunciar-vos a sua voz...
Correi sublimes e esvoaçantes.
Não percais a brisa delirante.
Procurai o horizonte semblante
E levai a palavra por nós...
Os querubins e os guardiões,
Farão soar as suas trombetas
Ao receber-vos alegres e sós,
Eternamente castos e louvados
Num só nome, perpetuados...
mongiardimsaraiva
Não tomais o mundo para vós.
Deixai a quimera ser o arauto,
Ao anunciar-vos a sua voz...
Correi sublimes e esvoaçantes.
Não percais a brisa delirante.
Procurai o horizonte semblante
E levai a palavra por nós...
Os querubins e os guardiões,
Farão soar as suas trombetas
Ao receber-vos alegres e sós,
Eternamente castos e louvados
Num só nome, perpetuados...
mongiardimsaraiva
5/22/2014
ODE AOS PORCOS
Os "porcos" chafurdam na merda,
Com ares de gente envaidecida...
Pobres, vorazes, endinheirados,
Altivos, robustos e sem filosofia...
Boca escancarada e dourada.
Riem, comem e fodem nas orgias.
Coitados dos que por ali passam,
Sem lhes render a vénia do dia...
Cabeça baixa e com vergonha,
De mostrar que nada podem,
Contra a triste e vil serventia.
Lancemos "pérolas" aos porcos,
Para que escorreguem, caiam
E percam o rumo desse norte.
Na realidade do seu chiqueiro;
A antecâmara da sua morte...
mongiardimsaraiva
Com ares de gente envaidecida...
Pobres, vorazes, endinheirados,
Altivos, robustos e sem filosofia...
Boca escancarada e dourada.
Riem, comem e fodem nas orgias.
Coitados dos que por ali passam,
Sem lhes render a vénia do dia...
Cabeça baixa e com vergonha,
De mostrar que nada podem,
Contra a triste e vil serventia.
Lancemos "pérolas" aos porcos,
Para que escorreguem, caiam
E percam o rumo desse norte.
Na realidade do seu chiqueiro;
A antecâmara da sua morte...
mongiardimsaraiva
5/20/2014
O DESPERTAR DOS MÁGICOS
A borboleta aguarda a chegada da luz,
Inflamada e acesa, numa bola de sol.
O cantar dos bichos, celebra e seduz,
Como o degustar de uma vida mole.
São ervas, folhas e troncos que riem.
Pássaros, rãs e joaninhas aos pulos.
A geada deslizou pelos ocos casulos,
Em que dormiam os insetos da noite.
O dia desperta a coragem e a magia,
Como um bom feitiço ou num açoite.
Os reflexos e as sombras se abraçam,
Por entre os canaviais da natureza.
Uma orgia de brilho, luz e fantasia,
Sacode agora a mata inteira; de dia.
mongiardimsaraiva
Inflamada e acesa, numa bola de sol.
O cantar dos bichos, celebra e seduz,
Como o degustar de uma vida mole.
São ervas, folhas e troncos que riem.
Pássaros, rãs e joaninhas aos pulos.
A geada deslizou pelos ocos casulos,
Em que dormiam os insetos da noite.
O dia desperta a coragem e a magia,
Como um bom feitiço ou num açoite.
Os reflexos e as sombras se abraçam,
Por entre os canaviais da natureza.
Uma orgia de brilho, luz e fantasia,
Sacode agora a mata inteira; de dia.
mongiardimsaraiva
5/15/2014
DESPIDO
Despido de todas as roupas,
Sentado, gelado e iluminado,
Pela luz de uma lâmpada oca,
Mantenho-me atento e ligado.
Sou aquilo que restou do fado;
Uma carne em decomposição,
Que aguarda sem ter noção.
Quero estar e não estar aqui.
Sou conflituoso e indecoroso.
A minha aparente ingenuidade,
Está estampada no meu rosto.
Não passo de mais um corpo,
Branco e trémulo que aguarda;
O destino, cansado e deposto.
mongiardimsaraiva
Sentado, gelado e iluminado,
Pela luz de uma lâmpada oca,
Mantenho-me atento e ligado.
Sou aquilo que restou do fado;
Uma carne em decomposição,
Que aguarda sem ter noção.
Quero estar e não estar aqui.
Sou conflituoso e indecoroso.
A minha aparente ingenuidade,
Está estampada no meu rosto.
Não passo de mais um corpo,
Branco e trémulo que aguarda;
O destino, cansado e deposto.
mongiardimsaraiva
5/02/2014
SENTIMENTOS
Sentimentos que vão e que não voltam,
Incomodam tudo o que está em volta
E deixam dentro, um vazio de revolta,
Num descompasso atípico sem alegria.
Incitados pela morte de mais um dia,
Assistem preplexos aos risos sem nexo
E aos requintes da crueldade sem tema.
Sentidos, nada podem sentir, senão pena.
Uma podre indecisão, criada pela letargia;
Triste mania, por se sentir impotente e fria,
Como uma gueixa obediente, só e imaculada.
Quando a toalha é jogada às feras da manada,
Sentimentos são poupados, mortos ou reprimidos,
Como pedaços de esperança, arrancados e sofridos.
mongiardimsaraiva
Incomodam tudo o que está em volta
E deixam dentro, um vazio de revolta,
Num descompasso atípico sem alegria.
Incitados pela morte de mais um dia,
Assistem preplexos aos risos sem nexo
E aos requintes da crueldade sem tema.
Sentidos, nada podem sentir, senão pena.
Uma podre indecisão, criada pela letargia;
Triste mania, por se sentir impotente e fria,
Como uma gueixa obediente, só e imaculada.
Quando a toalha é jogada às feras da manada,
Sentimentos são poupados, mortos ou reprimidos,
Como pedaços de esperança, arrancados e sofridos.
mongiardimsaraiva
4/30/2014
UM OLHAR DISTANTE
O meu olhar cerrado e distante,
Num ponto sem pontos adiante,
Cansado já segue o horizonte,
Sem linhas ou pontos achados.
A névoa cobre-me de orvalhos.
Esfria o coração desagasalhado
E lança lembranças do passado.
Queria eu poder sonhar, flutuar,
Esquecer o céu a terra e o mar
E voar sem memórias de guerra.
Percorrer o espaço numa redoma
E acordar perto de uma estrela;
Sem presente, passado e futuro.
Como um pedaço de luz eterna,
Sem corpo e carente de história.
Capaz de formar as vidas assim;
Mais certeiras e inteiras de mim.
mongiardimsaraiva
Num ponto sem pontos adiante,
Cansado já segue o horizonte,
Sem linhas ou pontos achados.
A névoa cobre-me de orvalhos.
Esfria o coração desagasalhado
E lança lembranças do passado.
Queria eu poder sonhar, flutuar,
Esquecer o céu a terra e o mar
E voar sem memórias de guerra.
Percorrer o espaço numa redoma
E acordar perto de uma estrela;
Sem presente, passado e futuro.
Como um pedaço de luz eterna,
Sem corpo e carente de história.
Capaz de formar as vidas assim;
Mais certeiras e inteiras de mim.
mongiardimsaraiva
4/23/2014
OSTRA VIVA
Uma boca despudorada,
Entreaberta e marcada,
Como um ser carente
Que pede tudo ou nada
E não fala o que sente.
Uma ostra viva e ardente
Que se recolhe e pulsa,
Em esgares contraídos,
Insanos e provocantes.
Como uma gota de limão
Que cai na carne viva
Contorcida que ri, chora,
Muda de forma e aceita;
A ferida fatal e querida,
Num beijo de mel e fel.
mongiardimsaraiva
Entreaberta e marcada,
Como um ser carente
Que pede tudo ou nada
E não fala o que sente.
Uma ostra viva e ardente
Que se recolhe e pulsa,
Em esgares contraídos,
Insanos e provocantes.
Como uma gota de limão
Que cai na carne viva
Contorcida que ri, chora,
Muda de forma e aceita;
A ferida fatal e querida,
Num beijo de mel e fel.
mongiardimsaraiva
4/22/2014
TERRA LAVRADA
Escrevo para não me desligar,
Das coisas que estão ao redor.
Quero que a única ausência,
Seja a tristeza que sei de cor.
Os horizontes vão e voltam,
Como sentinelas descrentes
Num quartel sem memórias.
E trazem o grito da revolta,
De muitos bravos inocentes,
Decadentes e sem história.
Quando a paisagem é amena,
Sinto que o viver vale a pena
E lanço o meu olhar em volta,
Do que sou e me pertence.
Sou uma estaca enterrada,
Em terra revolta e lavrada.
mongiardimsaraiva
Das coisas que estão ao redor.
Quero que a única ausência,
Seja a tristeza que sei de cor.
Os horizontes vão e voltam,
Como sentinelas descrentes
Num quartel sem memórias.
E trazem o grito da revolta,
De muitos bravos inocentes,
Decadentes e sem história.
Quando a paisagem é amena,
Sinto que o viver vale a pena
E lanço o meu olhar em volta,
Do que sou e me pertence.
Sou uma estaca enterrada,
Em terra revolta e lavrada.
mongiardimsaraiva
4/21/2014
LEITE DERRAMADO
O leite escorria das tetas
Em riachos brancos e sós,
Como lentas ampulhetas
Sinalizando perdas e nós.
O peito branco e inchado,
Quis ser um rio e cascata.
Abriu leitos na crua mata;
Velozes tons embriagados,
Perfumados e ricos na voz.
Todos os seres vieram ver,
O alimento que queria viver
E que escorreu limpo e alvo
Pelos calores de cada ser...
mongiardimsaraiva
Em riachos brancos e sós,
Como lentas ampulhetas
Sinalizando perdas e nós.
O peito branco e inchado,
Quis ser um rio e cascata.
Abriu leitos na crua mata;
Velozes tons embriagados,
Perfumados e ricos na voz.
Todos os seres vieram ver,
O alimento que queria viver
E que escorreu limpo e alvo
Pelos calores de cada ser...
mongiardimsaraiva
4/20/2014
MAQUILLAGE
Modificar, esconder e agradar,
Com pozinhos e cores suaves.
Derreter, cortar e transformar
As máculas pesadas e graves.
Ousar conseguir um parecer,
Sem mostrar o nosso sofrer.
Mascarar o rosto com brilhos
E pintar bocas de vermelho,
Em frente a um lindo espelho.
Maquilhar a vida dos sarilhos,
Apagar as rugas de um velho
Obtendo um efeito desejado;
Sem pecado e preocupação.
Como uma nostalgia estética;
Patética, bela e sem noção...
mongiardimsaraiva
Com pozinhos e cores suaves.
Derreter, cortar e transformar
As máculas pesadas e graves.
Ousar conseguir um parecer,
Sem mostrar o nosso sofrer.
Mascarar o rosto com brilhos
E pintar bocas de vermelho,
Em frente a um lindo espelho.
Maquilhar a vida dos sarilhos,
Apagar as rugas de um velho
Obtendo um efeito desejado;
Sem pecado e preocupação.
Como uma nostalgia estética;
Patética, bela e sem noção...
mongiardimsaraiva
4/19/2014
CONTRATEMPO
Não é necessário passar o tempo...
O tempo, não existe na natureza.
É uma invenção da nossa certeza,
Capaz de aniquilar o contra-tempo.
Tudo flui e corre, sem paredes e nós;
Um longo rio que desagua na sua foz.
As impurezas, ficam retidas na areia,
Como sedimentos de uma guerra fria
Que teima em se mostrar guerreira...
Mas não passa de uma miséria feia,
Descarnada e apodrecida pela ideia.
O tempo é como uma mulher esguia
Que foge e ri sem ser a primeira...
mongiardimsaraiva
O tempo, não existe na natureza.
É uma invenção da nossa certeza,
Capaz de aniquilar o contra-tempo.
Tudo flui e corre, sem paredes e nós;
Um longo rio que desagua na sua foz.
As impurezas, ficam retidas na areia,
Como sedimentos de uma guerra fria
Que teima em se mostrar guerreira...
Mas não passa de uma miséria feia,
Descarnada e apodrecida pela ideia.
O tempo é como uma mulher esguia
Que foge e ri sem ser a primeira...
mongiardimsaraiva
4/17/2014
ROMANTISMO
O romantismo é a arte da sedução.
Mantinha-nos o olhar e o beija-mão,
Às damas e aos lugares desejados.
Para onde terão ido sem se verem,
Um do outro moribundos padecerem
Em esquecimentos vivos e mortais?
A dança dos olhares não volta mais
E deixa-nos perpetuados nesse frio,
Como moribundos de um mar sem fim.
Triste destino que nos massacra assim,
Como pedras húmidas e frias ao tocar.
E se contentam num pesar leve e vazio,
Das coisas de um passado sem passar...
mongiardimsaraiva
Mantinha-nos o olhar e o beija-mão,
Às damas e aos lugares desejados.
Para onde terão ido sem se verem,
Um do outro moribundos padecerem
Em esquecimentos vivos e mortais?
A dança dos olhares não volta mais
E deixa-nos perpetuados nesse frio,
Como moribundos de um mar sem fim.
Triste destino que nos massacra assim,
Como pedras húmidas e frias ao tocar.
E se contentam num pesar leve e vazio,
Das coisas de um passado sem passar...
mongiardimsaraiva
4/11/2014
COVA RASA
A toda a hora se espreitam...
E espiam, com quem se deitam.
Dormem um sono leve, inseguro,
Dos profanos e do amor escuro.
Como uma caçada ao pobre nada,
Que se encolhe mudo de vergonha
E sente uma tristeza tal; medonha.
De servir a gente fútil, vil e cega,
Em falsas comunhões de entrega,
Que servem apenas como jargões;
Imaculados e acesos nos perdões.
Uma triste homilia sem sacerdote,
Celebrada numa cova rasa e altiva,
Onde jazem ossos da tristeza viva.
mongiardimsaraiva
E espiam, com quem se deitam.
Dormem um sono leve, inseguro,
Dos profanos e do amor escuro.
Como uma caçada ao pobre nada,
Que se encolhe mudo de vergonha
E sente uma tristeza tal; medonha.
De servir a gente fútil, vil e cega,
Em falsas comunhões de entrega,
Que servem apenas como jargões;
Imaculados e acesos nos perdões.
Uma triste homilia sem sacerdote,
Celebrada numa cova rasa e altiva,
Onde jazem ossos da tristeza viva.
mongiardimsaraiva
4/10/2014
SEM EIRA NEM BEIRA
Há quem prefira nunca morrer
E mendigar, sem eira nem beira.
A vida é traiçoeira sem o saber,
Como uma metade semi-inteira.
Por aqui passamos e moramos,
Em casas de vidro e de tijolo,
Onde trabalhamos e juntamos
Os restos de um grande bolo.
Tudo é capaz de desmoronar;
Servir de repasto às criaturas
Que se contentam sem parar,
Com as migalhas das agruras.
mongiardimsaraiva
E mendigar, sem eira nem beira.
A vida é traiçoeira sem o saber,
Como uma metade semi-inteira.
Por aqui passamos e moramos,
Em casas de vidro e de tijolo,
Onde trabalhamos e juntamos
Os restos de um grande bolo.
Tudo é capaz de desmoronar;
Servir de repasto às criaturas
Que se contentam sem parar,
Com as migalhas das agruras.
mongiardimsaraiva
NUVEM
Gigantes sobrevoam o céu,
Enrolados em puro algodão.
Seguram um expesso véu;
Engolem, sem pedir perdão.
O leito é do pó e da chuva
Que dormitam nessa cama,
Envolvidos por densa rama
Que esquece a água turva.
Tudo se curva e aguarda,
Na sua gloriosa passagem;
Destemida e em romagem,
Ao tempo breve que tarda.
mongiardimsaraiva
Enrolados em puro algodão.
Seguram um expesso véu;
Engolem, sem pedir perdão.
O leito é do pó e da chuva
Que dormitam nessa cama,
Envolvidos por densa rama
Que esquece a água turva.
Tudo se curva e aguarda,
Na sua gloriosa passagem;
Destemida e em romagem,
Ao tempo breve que tarda.
mongiardimsaraiva
4/06/2014
O SOPRO DO VENTO
Há belas e inspiradas poesias,
Em que palavras riem e choram.
Participam de insanas orgias...
Levam-nos na casa onde moram.
Tudo num compasso de mágica,
Como um vento sem mau tempo.
Enviado para nos dar o alento,
Ao evitarmos a morte trágica...
Em que palavras riem e choram.
Participam de insanas orgias...
Levam-nos na casa onde moram.
Tudo num compasso de mágica,
Como um vento sem mau tempo.
Enviado para nos dar o alento,
Ao evitarmos a morte trágica...
mongiardimsaraiva
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